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No último Informativo HPB, vimos que John King era mais do que simplesmente um membro da Hierarquia. John King era, nas palavras de HPB, seu "único amigo", aquele com quem ela estava "em dívida pela mudança radical em suas idéias sobre a vida, seus esforços e assim por diante", aquele que a "transformou". John King também foi o responsável pela cura de sua perna. Ela o chamava de o "dono da hospedaria", o "No. 2" ou o "Sahib", por ser aquele que ocupava seu corpo, que a fazia passar por uma vida dupla, que a ensinava "a sair do corpo", e em companhia de quem ela não tinha "medo de nada". Portanto, ele tinha um papel muito definido como Instrutor de HPB. Tudo isto leva muitos a se perguntarem: - mas o Mestre de HPB não é o Mestre Morya? Como vimos, Solovyoff, que escreveu acusando HPB de inventar os Mestres, ao perceber a dimensão do papel de John King e, ao mesmo tempo, o fato de que, poucos anos depois, o "espírito" John King desaparece, enquanto o Mestre Morya se torna mais e mais importante na vida da Madame, dá como uma das "provas" da charlatanice de HPB, a transformação de John King no Mestre Morya. Quando HPB escreve, por exemplo, que: "Meu John King sozinho é uma recompensa suficiente por tudo; ele é, em si mesmo, um dono de hospedaria para mim. (...) John King é uma personalidade, uma definida, viva, personalidade espiritual." (Solovyoff, p. 243), Solovyoff interpreta que esta era a primeira "aparição" do Mestre Morya: No Diário Oculto de Geoffrey Hodson podemos ler que, embora o Mestre de Geoffrey Hodson fosse o Mestre KH, por muitos anos ele teve um Instrutor - o Mestre Polydorus Isurenus - o qual: Mas há quanto tempo HPB estava sob os cuidados de John King? Numa carta para Lippitt, escrita em junho de 1875, ela diz que conhecia John há 14 anos (portanto, desde 1860 ou 1861) e que, neste período, ele havia sido responsável por salvar sua vida por três vezes! Isso, mais uma vez, reforça seu papel como responsável por ela, estando sempre muito próximo: HPB conta ao príncipe Dondoukoff que, após sua primeira viagem à Índia, em 1853, ela embarcou no "Gwalior, o qual naufragou próximo ao Cabo, mas fui salva junto com umas outras 20 pessoas." (HPB Speaks, II, p. 20). Que eu conheça, não há na literatura referência a qualquer outro naufrágio. Assim, mesmo sem uma identificação mais segura, penso que podemos assumir que é a esse naufrágio que HPB está se referindo. As datas desta época de sua vida são muito confusas, mas supõe-se que teria ocorrido entre 1853 e 1854. Assim, ao mesmo tempo em que ela fala que conhecia John King há 14 anos, portanto, desde 1860 ou 1861, ela cita um acontecimento cujo registro é bem anterior. E, se ele a salvou em 1854, é provável que já o conhecesse antes mesmo dessa data. Não obstante a história deste naufrágio do Gwalior ser um tanto confusa, há outras referências na literatura que nos mostram que HPB e John King já se conheciam antes de 1854. Em abril de 1875, Madame escreveu para Aksakov, um russo, pesquisador dos fenômenos psíquicos, que: Há ainda outra referência na literatura sobre desde que época John King e a Madame estavam em contato. Em 1881, quando o general Lippitt voltou a lhe questionar sobre a autoria da pintura em cetim, do auto-retrato de John King que ele havia ganho, HPB lhe respondeu: Que viagem teria sido esta? Onde estava HPB no final de 1849 ou em 1850? Após abandonar Nikifor, em outubro de 1849, ela voltou para Tiflis. De lá, após peripécias, foi para Constantinopla, onde encontrou uma velha amiga da família, a Condessa Kisselev. Helena Pissarev sugere que o príncipe Galitzin teria sido responsável tanto por esta viagem em companhia da Condessa, quanto por dar a Helena o endereço de um Ocultista no Egito. (Barborka, p. 16) Sinnett diz que HPB viajou com a Condessa, durante algum tempo, pelo Egito, Grécia e partes da Europa Oriental e que no Egito: Mas HPB tinha um companheiro de viagens que não é citado por Sinnett. Embora ele ainda seja muito pouco conhecido, foi um personagem importante nos primeiros tempos da ST. Em fevereiro de 1892, Albert Rawson escreveu um artigo sobre a Madame, onde afirma que a conheceu por mais de 40 anos, portanto antes de 1852, e que estava com ela no Cairo. Nesse artigo, ele conta: "Uma auspiciosa amizade foi feita com Paulos Metamon, um celebrado mago copta, que possuía vários livros muito curiosos, cheios de diagramas, fórmulas astrológicas, encantamentos mágicos e horóscopos, e que ele apreciava mostrar a seus visitantes, após uma introdução adequada. "- Somos estudantes que ouviram falar de seus grandes conhecimentos e habilidades em magia e desejamos aprender a seus pés. "- Eu percebo que vocês são dois europeus disfarçados, e não tenho dúvida de que estão à procura de conhecimento - de saber oculto e mágico. Eu procuro recompensa. "Ah, lá estava a chave para os mistérios ocultos da velha Cairo. O chefe - o sheik dos magos - havia descoberto o segredo da pedra filosofal, que transformava as coisas em ouro. Ele foi enriquecido por nós, e nós fomos iluminados." (Rawson, p. 210) Olcott, em seu livro Old Diary Leaves fala um pouco mais sobre Paulos Metamon, relatando uma experiência que a Madame lhe havia narrado: No Informativo HPB n° 4, vimos que John King era um Iniciado, um Irmão da Ordem e o Instrutor de HPB. Paulos Metamon é, além de qualquer dúvida, aquele que é reconhecido na literatura como o primeiro Instrutor de HPB. A época em que Madame estava com ele, no Egito, pode perfeitamente ser a época em que ela diz ter visto a face de John King numa viagem. Pois, como vemos, ela coincide com a época em que Nikifor estava substituindo o governador em Erivan. Assim, é bem provável que Paulos Metamon seja mais um nome "daquele poder que chamei de John King". Olcott ainda conta que soube por meio de uma testemunha ocular [que só pode ser Rawson] que, enquanto HPB estava no Cairo, os mais extraordinários fenômenos ocorriam em qualquer sala que ela estivesse. Por exemplo, a luminária que estava numa mesa mudaria para outra, passando pelo ar, como se estivesse sendo carregado por uma mão invisível, e que: Ainda de acordo com Sinnett, HPB viajou pela Europa com a Condessa B.[Bagration], em 1850. Estava no final do ano em Paris e, em julho de 1851, teria ido ao Canadá atrás dos índios pele-vermelha. De lá foi para Nova Orleans estudar a prática do Vodu, com o que deve ter se envolvido perigosamente, pois: Sinnett também relata que em 1852 ela foi para o México através do Texas e, resolvida a ir para a Índia, escreveu para um certo "inglês" juntar-se a ela nas Índias Ocidentais [região de Cuba, Bahamas, Haiti, Porto Rico e Jamaica] a fim de que fossem para o Oriente. Este "inglês" e um chela hindu, com quem HPB havia se encontrado em "Copau", México, juntaram-se a ela, e foram todos para o Ceilão, via Cabo. De lá seguiram de navio para Bombay, onde se separaram. (Incidents, p. 64-66). "Copau", México, nunca foi identificada, e muitos autores tendem a crer que ela estivesse se referindo a Copán, Honduras. Embora Sinnett não mencione a América do Sul, em Ísis, HPB revela ter estado no Peru duas vezes (Isis, i, p. 597). Por suas descrições, acredita-se que deve ter viajado extensivamente tanto na América Central quanto na América do Sul, visitando antigas ruínas. As datas mais prováveis destas viagens à América do Sul são após o México, em 1852, e em 1854, após ter andado pela Califórnia. Annie Besant encontrou em Adyar um manuscrito onde consta, numa letra que não se sabe de quem é, uma cronologia de viagens da Madame. Por esta ela teria estado na América do Sul duas vezes, em 1851 e entre 1853-1855. (Neff, p. 299) Há ainda um outro manuscrito, de quatro páginas, que foi encontrado nos Arquivos da ST em Adyar, provavelmente relacionado com alguma viagem de HPB à América do Sul. Na primeira página, há o desenho de parte da costa oeste da América do Sul, indicando algumas cidades e a fronteira entre Peru e Bolívia. Ao lado do mapa há notas escritas numa mistura de italiano com francês, falando da história do tesouro dos incas, semelhante àquela que depois é narrada em Ísis (Isis, i, p. 595-598). Há também uma curta linha em inglês e uma outra num tipo de escrita que parece ser oriental. No topo da página aparecem duas inscrições. A primeira, assinada por H. Moore, diz "Para aqueles que eu amo e protejo. Tentem." A segunda, que é o que nesse momento mais nos interessa, está assinada por John King, e Boris de Zirkoff descreve que "está na caligrafia arcaica usada por John King e está assinada por ele..." (CW, II, p. 342). É uma frase curta que diz "Pessoal, eu lhes recomendo a ponderar e discutir." (CW, II, p. 320)
![]() Examinando a caligrafia no fac-símile citado acima, e naqueles das mensagens precipitadas em Filadélfia, em 1874 (POW, p. 457 e p. 468), ou ainda no fac-símile de um bilhete de John King a Olcott, em 1876 (Godwin, p. 10), vemos que as caligrafias são tão pitorescas que logo percebemos pertencerem à mesma pessoa. (Figura 2) Isto está nos indicando que o John King que instruía Olcott, que atuava como seu intermediário nas correspondências com a "Loja", e que aparecia nas sessões mediúnicas na casa dos Eddy, era o mesmo que, no início da década de 1850, estava aconselhando HPB e seus companheiros a "ponderar e discutir" sobre planos de viagens à América do Sul e, portanto, já estava com HPB desde esta época! Como vimos, isto deve ter ocorrido entre 1851 e 1855, novamente nos remetendo a um período de conhecimento entre HPB e John King bem anterior a 1860. Reforçando ainda mais esta conclusão lemos, em Ísis, HPB afirmando que:
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"Aproximadamente o mesmo foi nos contado pessoalmente, cerca de 20 anos atrás, por um velho sacerdote nativo, a quem encontramos pessoalmente no Peru" (Isis, i, p. 547). Lembrando que Ísis foi escrita entre 1875 e 1877, "cerca de 20 anos atrás" nos remete, novamente, ao meio da década de1850. A biografia de Albert Rawson inclui, entre 1854-55, investigações em túmulos pré-históricos indígenas no vale do Mississipi e nas ruínas da América Central e Yucatan (Johnson, p. 25). O período em que ocorreram estas viagens, bem como o conhecimento que Rawson revela ter de HPB, fazem com que ele seja um candidato muito provável para o "inglês" com quem HPB teria viajado. "Inglês" este que, na verdade, seria norte-americano. Sinnett situa esta viagem de HPB com o "inglês" em 1852. Contudo, se Rawson for este "inglês", isto provavelmente teria ocorrido entre 1854 e 1855. Não há muitas dúvidas de que este bilhete é
para HPB, pois, se assim não fosse, o que estaria fazendo nos Arquivos
da ST em Adyar? E, pela maneira familiar, senão íntima, com
que John King se dirige aos que está aconselhando, estes parecem
ser pessoas muito conhecidas. Ele diz "Folks", o que quer dizer
"pessoal, gente". Como Albert Rawson estava junto com a Madame no Cairo,
quando ambos foram instruídos por Paulos Metamon, se Rawson for,
de fato, o companheiro de viagens de HPB, isto novamente nos faz suspeitar
que Metamon seja o próprio John King. Somente anos mais tarde, em 1884, é que HPB nos revela quem realmente era John King. Arthur Lillie havia escrito um artigo chamado "Koot Hoomi Unveiled" (Koot Hoomi Sem Véu), no qual havia muitas críticas a HPB e aos Mestres. Neste artigo, Lillie dizia que: "Por catorze anos (1860 a 1875) Madame Blavatsky foi uma espírita declarada, controlada por um espírito chamado John King". (CW, VI, p. 269) Respondendo a ele, a Madame escreve, em agosto de 1884: Assim juntando o que HPB, Olcott e o Mestre KH dizem, chegamos à identificação clara de que John King, o Instrutor e Sahib de HPB é o Adepto ligado à Hierarquia que conhecemos pelo nome de Hillarion. É interessante notar que a Madame não se refere a ele como um Mestre, mas como um Adepto Oriental, que depois passou por sua iniciação final. Nas cartas para Sinnett, ela se refere ao Mestre Hillarion simplesmente como "Illarion", como podemos ver na passagem que é erroneamente usada por muitos autores para dizer que HPB o encontrou pela primeira vez em 1860, na Grécia: Nas cartas para Sinnett, HPB conta um episódio que ocorreu em 1872, no Cairo. Neste, ela demonstra claramente que suas ações, naquela época, estavam sendo orientadas pelo Mestre Hillarion, como um Instrutor, de forma análoga à época de John King. Ela conta que Agardi Metrovich havia ido ao Cairo, a pedido de sua tia, para tentar encontrá-la. Ali alguns malteses: É interessante observar que justamente nesta época em
que HPB revela que o Mestre Hillarion estava fisicamente no Cairo, é
a época em que ela tentou fundar a Société Spirite
e que estava novamente com Paulos Metamon, o qual "por várias
semanas foi seu único visitante". Isto, mais uma vez, fortalece
a hipótese de que John King, isto é, o Mestre Hillarion,
também seja Paulos Metamon. Mabel Collins é conhecida no meio teosófico principalmente por ser a autora de "O Idílio do Lótus Branco" e "Luz no Caminho". Mas ela também escreveu mais de uma dezena de novelas. O Idílio foi publicado em 1884, um pouco antes dela entrar para a ST, em Londres. Apresentada a Olcott, ela lhe contou que havia escrito esta história em transe. Sinnett, num artigo sobre experiências psíquicas, publica o relato que Mabel Collins lhe fizera de como o Idílio havia sido escrito. Em 1878, ela estava morando em Londres quando, bem próximo à sua janela, foi colocado o obelisco de Cleópatra. Desde a primeira vez que olhou para o obelisco, percebeu nele um rosto - que logo descobriu que não era visível para mais ninguém. "Era um rosto egípcio, cheio de poder e vontade, e intensamente vivo". (Sinnett, TH, p. 121) Imediatamente após a chegada do obelisco, Mabel Collins também começou a perceber que uma longa fila de sacerdotes egípcios, com vestes brancas, entravam em sua casa e ficavam de pé à sua volta, enquanto ela escrevia. Isto acontecia freqüentemente, e ela se acostumou a tê-los por perto. Um dia, enquanto estava escrevendo sua novela e sua cunhada trabalhava na mesma sala, pintando, a longa fila de sacerdotes entrou e a rodeou. Ela não disse nada à cunhada, pois já havia descrito o fato várias vezes, e continuou a escrever, atarefada. Mabel Collins então descreve que a cunhada: "Isto continuou por um tempo considerável até que, finalmente, abri os olhos e larguei a caneta. Eu estava muito cansada, mas absolutamente inconsciente do fato de que tinha estado inconsciente - ou, fora do corpo (...). Ela não disse nada, mas ainda me observava, e me viu pegar uma página de meu manuscrito para olhar e descobrir, para meu inexprimível espanto, que não era, como eu acreditava, uma página da novela que estava escrevendo, mas algo completa e absolutamente desconhecido para mim. Peguei página após página e as olhei com o mesmo espanto. Descobri que tinha em minhas mãos, completos, o prólogo e o primeiro capítulo de "O Idílio do Lótus Branco". (...) Para mim, foi uma experiência muito maravilhosa, pois eu nunca havia, até então, sabido o que era ser completamente tirada de meu corpo para que minha mão e minha caneta pudessem ser usadas por uma outra inteligência, sem que meu ser - se assim posso expressá-lo - estivesse presente. "De tempos em tempos, após isto, algo semelhante ocorreu, embora eu nunca estivesse tão absolutamente ausente da cena quanto da primeira vez; e os sete primeiros capítulos do Idílio foram completados. A escrita foi toda completamente automática; e eu nunca estava consciente de uma única palavra que foi escrita, e depois o lia do mesmo modo como leria algo escrito por uma outra pessoa." (Sinnett, TH, p. 121) As circunstâncias sob as quais Luz no Caminho foi escrita foram muito diferentes. Este livro Mabel Collins diz ter sido o resultado de seu árduo esforço de obter algum conhecimento. Quando fora do corpo, ela se sentia como uma criança que começa a descobrir seus sentidos recém adquiridos. Era conduzida pela mão por um ser poderoso que lhe mostrava o que olhar e como entender o que era. Num vasto salão, que ela chamou de "Salão do Aprendizado", ela viu as paredes cobertas de pedras preciosas e, com a ajuda de seu guia, percebeu que elas formavam frases. Lhe disseram que ela procurasse lembrar-se cuidadosamente destas frases, e as escrevesse imediatamente após retornar ao corpo físico. Estas foram as primeiras frases de Luz no Caminho. Desta maneira, aos poucos, todo o livro foi escrito. (Sinnett, TH, p. 123) Mabel Collins apenas encontrou com HPB, rapidamente, em novembro de 1884, antes da partida da Madame para a Índia. Numa carta publicada em Light, em junho de 1889, HPB diz: ![]()
![]() Observemos, nas duas citações acima, que HPB diz que não apenas ela, mas também Olcott, reconheceu de imediato o "velho amigo grego", e que era "Hillarion, a quem Olcott conhece bem." Isto é muito revelador porque sabemos que era com John King que Olcott havia convivido mais intensamente, desde seus primeiros tempos no Ocultismo, em Filadélfia e Nova Iorque. Sinnett, no artigo citado, também publica o fac-símile
de uma página do manuscrito original do Idílio, onde
aparece "uma letra completamente diferente da dela própria."
(Sinnett, TH, p. 119) (Comparar as letras nas Figuras 3 e 4). Lembremos
que quando Mabel Collins descreve a produção deste manuscrito,
ela diz que tinha sido: "completamente tirada de meu corpo para que
minha mão e minha caneta pudessem ser usadas por uma outra inteligência".
Examinando este fac-símile (Figura 3), novamente notamos características
da letra de John King (Figura 2). E, uma vez que a autoria do Mestre Hillarion,
nestas duas obras trazidas ao mundo por Mabel Collins é algo amplamente
aceito, as semelhanças nas caligrafias, reforçam a identificação
de John King como sendo o Mestre Hillarion. Mas será que existiram mesmo vários John King - o elemental, o espírito desencarnado e o Adepto? Até hoje, a principal referência neste sentido é a do próprio Olcott (ODL, I, p. 19). Entretanto, como vimos no Informativo HPB n° 3, ele mesmo reconheceu que a forma de um espírito desencarnado era a que, naquela época, ele mais facilmente poderia aceitar, quando escreveu: "fui apresentado a eles por HPB através do meio que minhas experiências anteriores poderiam tornar mais compreensível, um pretenso "espírito" que incorporava em médiuns." Muitos autores aceitam a fácil explicação de Olcott, de que havia vários John King, pois, por exemplo, as "brincadeiras" que fazia com a Madame contrariam as noções preestabelecidas acerca do modo que um mensageiro e servo dos Adeptos vivos "deveria" agir. Assim, como não as entendemos, estas atitudes são convenientemente atribuídas ao espírito desencarnado ou ao elemental. Porém, são essas próprias "brincadeiras" e atitudes, como atirar uma "pedra cáustica" no rosto da Madame, ou pedir dinheiro numa aparente troca de favores, que tornam insustentável a cômoda explicação de Olcott. Como explicar que a Madame aceitasse tais atitudes, caso vindas de um espírito? Como vimos, nesta época, HPB já possuía um desenvolvimento de seus poderes que não permitiria jamais que um espírito desencarnado a desafiasse ou influenciasse. Como ela mesma afirmou: Barborka, G.A. H.P. Blavatsky, Tibet and Tulku. TPH, Adyar, 1966. Blavatsky, H.P. H. P. Blavatsky Collected Writings, vol. VI. TPH, Wheaton, 1977. Blavatsky, H.P. H. P. Blavatsky Collected Writings, vol. VIII. TPH, Adyar, 1960. Blavatsky, H.P. H.P.B. Speaks, vol. I. e vol. II Ed. by C. Jinarajadasa. TPH, Adyar, 1986. Blavatsky, H.P. Isis Unveiled. The Theosophy Co., Los Angeles, 1982. Blavatsky, H.P. Letters of H.P. Blavatsky The Blavatsky Archives Online, 1999. Blavatsky, H.P. Letters of H.P. Blavatsky to A.P. Sinnett. TUP, Pasadena, 1973. Godwin, J. Theosophical History, vol. 3, n° 4, October 1990. Gomes, M. Theosophical History, vol. 3, n° 7-8, July-October 1991. Hao Chin Jr., V. (ed.) The Mahatma Letters (in Chronological Sequence) TPH, Quezon City, 1993. Hodson, G. Light of The Sanctuary - The Occult Diary of Geoffrey Hodson TPI, Manila, 1988. Jinarajadasa, C. (ed.) Letters from the Masters of the Wisdom, 1st and 2nd Series. TPH, Adyar, 1973. Johnson, K. P. The Masters Revealed. Suny Press, Albany, 1994. Neff, Mary K. Personal Memoirs of H.P. Blavatsky. Quest Book, TPH, Wheaton, 1971. Olcott, H.S. Old Diary Leaves, vol. I. TPH, Adyar, 1974. Rawson, A.L. Theosophical History, vol. 2, n° 6, April 1988. Sinnett, A.P. Incidentes in the Life of Madame H.P. B., 1886. Kessinger Publ. Co., Montana. Sinnett, A.P. Theosophical History, vol. 2, n° 4, October 1987. Solovyoff, V.S. A Modern Priestess of Isis, Longmans, Green, and Co., London, 1895.
O Informativo HPB tem por objetivo compartilhar o resultado de
estudos e pesquisas sobre HPB, realizados nos últimos anos. Comentários,
sugestões ou perguntas são bem-vindos e devem ser encaminhados
para a autora:
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