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Módulo 5 O Corpo e o Corpo Astral
Esta
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às questões do módulo 4:Manas
– a Mente Material
sobre O
Corpo e o Corpo Astral Questões
sobre O
Corpo e o Corpo Astral
RESPOSTA ÀS QUESTÕES DO MÓDULO No. 4:Manas – a Mente
Resposta à questão No. 1 O que aprendemos nos tópicos anteriores poderia nos dizer que não herdamos de nossos pais, mas herdamos, através deles, de nós mesmos. Eles oferecem nosso corpo e cérebro, e algum treinamento no uso e cuidado destes; eles nos fornecem idéias, conceitos, preconceitos e ideais, mas em tudo isso eles são apenas agentes do nosso próprio Carma, o Carma do nosso pensar e agir em vidas passadas. A Teosofia nos ensina que nós merecemos nossos pais, as circunstâncias sob as quais nascemos, e o começo de vida que temos que lidar. Nós chegamos a uma determinada família porque ela pode nos oferecer a melhor oportunidade para trabalhar algumas de nossas lições Cármicas. Ela nos dá o cérebro e a mente pessoal que merecemos, e que são, de fato, o melhor desafio para testar e desenvolver a força necessária à eliminação das fraquezas inerentes à nossa encarnação. Mas esta é apenas a mente inferior, o instrumento. O que nós fazemos com ela é responsabilidade da nossa Mente Superior. Nós podemos deixar as situações dominarem as nossas vidas, ou podemos assumir a responsabilidade e modificar as circunstâncias a nosso favor. A vida dos grandes homens nos ensina que cada mente e cada circunstância apresentam grande potencial para o desenvolvimento da força e da compreensão. O Ego tem a força de superar qualquer obstáculo e utilizá-lo para seu benefício. Com a apresentação do “Método Socrático”, Platão nos deu um meio de experimentar em profundidade as “condições-mentais” que herdamos através de nossos pais. O seu método de questionar as nossas “posições” sobre certos temas, e assim questionarmos as razões que sustentam estas posições, e assim por diante, é um dos processos mais eficientes para conhecer a constituição das nossas mentes. Ele demonstrou o valor que pode ser adquirido ao trazer estas idéias profundas e não questionadas à superfície, e checá-las quanto à sua validade, lógica e simples bom senso. Nós poderemos então fazer correções sempre que for necessário. Se nós herdamos um corpo fraco, podemos fortalecê-lo com o alimento e exercícios adequados. Do mesmo modo, se herdamos uma mente que não está funcionando da maneira que achamos que deveria ser, nós podemos corrigí-la e dar-lhe força, através da nutrição com o alimento saudável (idéias verdadeiras) e exercícios do tipo correto (pensar com estas idéias e utilizá-las em nossas atividades diárias). Estudantes sérios dos textos Teosóficos podem testemunhar que tal programa de estudo é de valor mais duradouro que uma educação universitária. Ele ensina uma pessoa a como pensar, e não o que pensar.
Resposta
à questão No. 2
A “Idade da Razão”, conforme tem sido chamado o período entre os séculos 17 e 18, ofereceu grande estímulo ao progresso da humanidade. Ela libertou o homem dos dogmas da Igreja, dogmas que, no mínimo, desencorajavam o homem do pensamento e do raciocínio a respeito do universo e das leis naturais, e a respeito de Deus e das potencialidades do ser humano. Ela cultivou o solo e plantou as sementes que germinaram na Revolução Científica. A Razão, reencarnada dos tempos de Platão, novamente se tornou dominante. É a razão que nos permite unir as percepções do passado e do presente e projetá-las no futuro. Écom a razão que podemos julgar o valor de muitas observações e experiências e assim avaliar uma situação completa. É a razão que torna possível a nós relacionar, extrapolar, inferir e fazer todas as coisas que agrupamos sobre o chamado “pensamento”, coisas que fazemos o tempo todo de maneira natural.
H. P. Blavatsky na p. 70 do Key to Theosophy afirma, “As crianças deveriam antes de qualquer coisa receber os ensinamentos da autoconfiança, do amor por todas as pessoas, do altruísmo, caridade mútua, e mais que tudo, a pensar e raciocinar por si mesmas”. E no Ocean of Theosophy (p. 54) o Sr. Judge coloca, “Pois o cérebro humano é um organismo superior e Manas o utiliza para raciocinar das premissas às conclusões. Isto também diferencia o homem do animal, pois o animal age a partir dos impulsos automáticos e instintivos, enquanto o homem pode usar a razão.” Tudo isto mostra a importância da razão, uma etapa muito importante e necessária à nossa evolução. Mas o sr. Judge coloca outra questão, conforme ele avança no mesmo parágrafo. Ele afirma, “Este é o aspecto inferior do Pensador ou da Mente, e não, como se supõe, o maior e mais elevado bem pertencente ao homem. Esse é outro aspecto, e a Teosofia o considera superior, o intuitivo, o qual sabe e não depende da razão.”
H. P. Blavatsky explica mais em Isis Unveiled, Vol. I, página 433: A
razão, o resultado natural do cérebro físico, se desenvolve
as expensas do instinto, a reminiscência fugaz de uma onisciência
anteriormente divina, o espírito. A Razão, o distintivo da
soberania do homem físico sobre todos os outros organismos animais,
é freqüentemente sobrepujada pelo instinto de um animal. Como
o cérebro humano é mais perfeito que o de qualquer outra
criatura, suas emanações podem naturalmente produzir os maiores
resultados da ação mental; mas a razão ajuda apenas
as considerações das coisas materiais; ela é incapaz
de ajudar quem a possui a conhecer o espírito. Ao perder seus instintos,
o homem perdeu suas capacidades intuitivas, as quais são o reino
do instinto. A razão é a arma desajeitada do cientista, e
a intuição é o guia preciso do profeta.
E novamente em Isis, página 434:
Plotinus, o pupilo do grande Ammonius Saccas, o principal fundador da escola Neoplatônica, ensinou que o conhecimento humano tem três etapas ascendentes: opinião, ciência e iluminação. Ele explicou isso ao dizer que “os meios ou instrumentos da opinião são os sentidos; da ciência, a dialética; da iluminação, a intuição (ou o instinto divino). A este a razãoé subordinada; é o conhecimento absoluto fundamentado na identificação da mente com o objeto conhecido...”
Cada ser humano é nascido com o embrião do sentido interior chamado intuição, o qual pode ser desenvolvido naquilo que o Escocês conhece como “segunda visão”. Todos os grandes filósofos, os quais, como Plotinus, Porfírio e Iamblichus empregaram esta faculdade, ensinaram esta doutrina. “Há uma faculdade da mente humana”, escreveu Iamblichus, “que é superior a todas aquelas que nasceram ou foram produzidas. Através dela nos é permitido chegar à união com inteligências superiores, sermos transportados além dos acontecimentos deste mundo, e participar da vida superior e dos poderes peculiares aos seres celestiais.”
H.P. Blavatsky afirma que a humanidade está atualmente passando por um estágio de transição mental. Ela ainda coloca que por maiores que os nossos poderes intuitivos sejam, não existe uma intuição infalível neste estágio, e esta deve ser checada por uma de duas maneiras indicadas. A primeira é talvez o uso mais legítimo de nossos poderes de raciocínio. Nossos repentes intuitivos devem ser checados se são razoáveis pelo senso comum. A segunda maneira, a mais confiável para avaliar nossas visões internas, é com os “ensinamentos orais, revelados pelos homens divinos que viveram durante a infância da humanidade, para alguns eleitos entre os homens, e que permaneceram inalterados”. Tais ensinamentos, ela diz, são aqueles oferecidos pelos Mestres, conhecidos hoje como Teosofia.
O Sr. Judge combina duas idéias em seu artigo “Conversations on Occultims”, no qual ele afirma, “Para saber quando se está recebendo informações verdadeiras do Eu interno,... A intuição deve ser desenvolvida, e o assunto julgado a partir da base filosófica verdadeira, porque se ele for contrário às regras gerais, está errado...O poder de conhecer não vem do estudo de livros ou da filosofia, mas principalmente da prática real do altruísmo em ações, palavras e pensamentos; pois esta prática purifica as vestes da alma, e permite que a luz brilhe na direção da mente cerebral.”
Há alguns anos atrás, a Revista Teosófica avançou na idéia de que a bomba de Hiroshima significou a morte da Idade da Razão. A ciência havia chegado ao ponto no qual a tecnologia sozinha não podia oferecer respostas aos problemas do mundo, e alguns cientistas líderes aparentemente começaram a ouvir a voz interior, a voz da contra-ciência, a voz do Espírito.
Um Mestre certa vez escreveu, “O ser menos egoísta trabalha para seus companheiros humanos, e retira as vestes do sentido ilusório do isolamento pessoal; quanto mais ele for livre de Maya, mais próximo estará da Divindade”.
Resposta
à questão No. 3
Uma vez que as nossas mentes pessoais são constituídas de idéias, é lógico que todas as limitações são inerentes às idéias que são limitadas, parciais, superficiais e separatórias. Algumas destas idéias podem ser: que nós não somos nada além desta personalidade, que vivemos apenas uma vez, que a nossa mente pessoal é a nossa faculdade mais elevada, que não há nada real nos sonhos, que nós nascemos pecadores, que a Divindade é um ser separado de nós e que governa nosso destino, que o acaso e o milagre podem existir no mesmo universo com Justiça. Qualquer destas idéias, em conjunto com muitas outras, pode limitar severamente a capacidade da mente diária em aceitar e compreender as mensagens da Mente Universal. Elas na verdade bloqueiam a passagem entre as duas.
Para compreender a razão disto é necessário adquirir algumas idéias da natureza do conteúdo da Mente Universal. Ela não é uma enciclopédia gigante. Ela é constituída de conceitos de uma natureza Universal que tem se mantido, ao longo de eons de tempo, através de incontáveis gerações de esforço, e elas são idéias básicas, eternas e raízes. Elas são os Princípios Fundamentais e devido a isso elas são aplicáveis em todos os momentos e situações; e elas carregam consigo um modo de pensar que é novo (e ao mesmo tempo antigo) e diferente daquele que no presente momento nós estamos acostumados. Ela sugere que o caminho verdadeiro para alcançar e usar esta visão é começar com os princípios fundamentais, os conceitos mais universais que podemos encontrar, e aplicá-los em qualquer situação que queiramos compreender. O princípio dos ciclos ou da reencarnação pode ser aplicado com utilidade a qualquer coisa em manifestação. A antiga máxima “Tal em cima, tal em baixo” indica que tudo que conhecemos em manifestação é uma derivação, uma emanação ou um aspecto de alguma coisa mais geral em um plano superior, e que as mesmas leis se aplicam em escalas menores de manifestação.
Na Doutrina Secreta (I-75) H. P. Blavatsky fala do mesmo princípio quando ela aborda a Cosmologia. Ela diz, “Se o estudante considerar que existe apenas Um Elemento Universal, o qual é o infinito, não nascido e imortal, e que todo o resto, assim como no mundo dos fenômenos, representa apenas os muitos aspectos diferenciados e transformações (correlações, como são agora chamadas) daquele Um, do Cósmico descendo aos efeitos micro-cósmicos, do super-humano descendo aos seres humanos e sub-humanos, a totalidade, em resumo, da existência objetiva, então e primeira e maior dificuldade irá desaparecer, e a Cosmologia Oculta será dominada”.
A mesma regra se aplica às idéias, e é por esta razão que a Teosofia recomenda que o estudante olhe primeiro para as idéias fundamentais presentes no Prólogo da Doutrina Secreta, e, com elas emmente como uma base ou lente constante, examine as particularidades da vida e de nós mesmos; na Natureza e em nossas próprias naturezas. Com esta prática nós começaremos a clarificar o caminho para a luz da Mente Universal, e a dissipar as sombras que tão freqüentemente anuviam a nossa compreensão. Estes princípios podem ser encontrados também em um panfleto da United Lodge of Theosophists chamado “Fudamentals of Theosophy”.
Resposta
à questão No. 4
Existem muitas razoes pelas quais algumas idéias parecem “decolar” e ter grandes efeitos. Nós iremos abordar apenas algumas, mas deve haver outras que você pode ter pensado. Nós sabemos que existiram algumas idéias (pensamentos) poderosas o suficiente para mover nações inteiras, como aquelas que iniciaram a República Americana, enquanto muitas outras são, como diz o Sr. Crosbie, “como bolhas de sabão e não viajam muito longe”. Existiram pensamentos que causaram grandes mudanças no modo de pensar do mundo inteiro, para o bem ou para o mal, e nós sempre experimentamos mudanças em nossas vidas que foram trazidas por alguma idéia, algum conceito que chegou a nós. A percepção destes fatos nos dá uma pista sobre como nós podemos usar as “idéias” para mudar as nossas vidas e a vida daqueles que nós queremos ajudar.
Como o radio, não é necessário haver apenas um emissor, mas deve haver um receptor que esteja sintonizado no comprimento de onda do emissor. Existem muitas grandes idéias no mundo, mas a menos que existam aqueles que estejam prontos a recebê-las, elas permanecerão dormentes até que sejam colhidas por um receptor. Uma idéia normalmente não fica registrada a menos que alguém se interesse ou precise dela. Victor Hugo disse, “Mais forte que todos os exércitos do mundo é uma idéia cujo momento tenha chegado”. Os Grandes Mestres da história sempre apresentaram seus ensinamentos quando o momento e a necessidade eram corretos. Krishna, no capítulo 4 do Bhagavad-Gita, afirma, “Eu produzo a mim mesmo entre as criaturas, Ó filho de Bharata, quando quer que haja um declínio da virtude e uma insurreição do vício e da injustiça no mundo; E assim eu encarno, de era em era, para a preservação dos justos, a destruição do mal, e o estabelecimento do equilíbrio”.
Mas o poder de um pensamento demanda mais que isso. Ele deve ter integridade, isto é, não deve apresentar contradições que diminuam seu poder. Ele deve ser claro e bem definido, e deve ser compreensível a todos aqueles que seja sua intenção alcançar. Além disso há o poder que é colocado por trás do pensamento, poder que vem de outra parte da nossa natureza. Este poder pode vir de duas direções: um forte desejo ou a aversão pode transformar um pensamento em um agente ativo e poderoso; por outro lado, o poder pode vir de uma vontade controlada e concentrada. A idéia dá forma e direção, e vontade fornece o poder de mantê-lo vivo e confere-lhe força efetiva.
Algumas vezes nós desejamos que uma boa idéia que encontramos pudesse ser mais efetiva sobre a nossa própria personalidade, e pudesse realizar mais mudanças em nossa natureza. Para isso, a repetição é uma das práticas mais efetivas. Se atribuirmos tempo para retornar a esses pensamentos, e periodicamente executá-los em nossa mente, eles adquirem o poder necessário para realizar os resultados que nós esperamos. Utilizando a “Lei dos Ciclos” nós podemos realizar as mudanças para melhor de maneira indolor.
Há mais um fato que precisa ser mencionado. A Teosofia sustenta que, devido à unidade básica em toda a vida, as idéias têm mais poder quando estão em consonância com as Leis da Vida Una, quando elas estão alinhadas com a tendência geral em direção à iluminação Espiritual. As idéias que vão contra essas leis freqüentemente prosperam por algum momento, mas têm um obstáculo extra a superar, e finalmente perdem a batalha contra a lei básica e universal da Irmandade.
Resposta
à questão No. 5
Duas forças podem produzir a concentração; a vontade controlada do individuo, ou alguma força externa que eletrize a nossa atenção, como o medo, o desejo, a curiosidade, o amor, a avareza, a inveja, a ganância, etc. Se for a vontade, é o Ego interior que está produzindo a concentração. É um ato deliberado e proposital, completamente sob o controle do Ego. Se for a outra causa, o controle está centralizado externamente, e vem da natureza inferior ou desejosa. O desejo forte é freqüentemente confundido com a vontade forte. A principal diferença entre os dois é a causa motivadora.
Na tradução do Yoga Aphorisms by Patanjali feita pelo Sr. Judge encontra-se a afirmação, “Concentração, ou Yoga, é o impedimento da modificação do princípio pensador”. O seu comentário a respeito desses versos é, “Em outras palavras, a vontade de concentração do pensamento deve-se ao fato que a mente, aqui chamada de ‘princípio pensador’, está sujeita às constantes modificações pela razão de estar se difundindo em uma multiplicidade de objetos. Então, a ‘concentração’ é equivalente à correção de uma tendência de difusividade, e à obtenção do que os Hindus chamam ‘focalização-em-um’, ou o poder de aplicar a mente, a qualquer momento, à consideração de um único ponto do pensamento, à exclusão de todo o resto.”
Ao responder à questão do principal inimigo para a mente alcançar a verdade, o Sr. Judge disse em seu artigo “Mental Discipline”:
O principal adversário a uma segunda natureza é...o reaparecimento de pensamentos e imagens devido à recordação ou à memória. A memória é um poder importante, mas a mente por si só não é a memória. A mente é inquieta e errante por natureza, e precisa ser controlada. A sua disposição errante é necessária, ou o resultado seria a estagnação. Mas ela precisa ser controlada e ordenada sobre um objeto ou idéia.
O controle parece ser um fator importante e básico na concentração. A verdadeira concentração faz apenas isso, ela mira a mente em um ponto, um tema, uma questão, focalizando todos os seus raios em uma direção, e mantendo-os ali até que ela tenha provado as profundezas do tema ou objeto em questão. O prefacio de Patanjali, citado anteriormente, tem isso a dizer a respeito do verdadeiro conhecimento.
O termo “conhecimento” conforme usado aqui tem um significado maior do qual normalmente estamos acostumados. Ele implica a completa identificação da mente, por algum intervalo de tempo, com qualquer objeto ou tema ao qual ela seja direcionada. A ciência e a metafísica modernas não admitem que a mente possa conhecer além de certos métodos ou distâncias assumidas...Afirma-se, por exemplo, que não é possível conhecer os constituintes e as propriedades de um pedaço de rocha sem técnicas mecânicas ou químicas aplicadas diretamente ao objeto; e que nada pode ser conhecido dos pensamentos e sentimentos de outra pessoa a menos que eles sejam expressos em palavras ou atos...Mas este sistema declara que o praticante que tiver alcançado certos estágios pode direcionar a sua mente a um pedaço de rocha, esteja a distancia ou perto, ou a um homem ou classe de homens, e, por meio da concentração, conhecer todas as qualidades inerentes dos objetos, assim como as peculiaridades casuais, e saber tudo sobre o assunto.
Então o que é isso que se concentra? É a nossa atenção. Nossa atenção, a qual leva os poderes perceptivos da alma, é focalizada sobre um ponto e mantida ali por qualquer período de tempo desejado. O Sr. Judge afirma em “The Culture of Concentration”, “Deve haver em nós um poder de discernimento, cujo cultivo nos permitiria conhecer tudo o que desejássemos conhecer. A existência deste poder é afirmada por professores de ocultismo, e o modo de adquiri-lo é com o cultivo da concentração”.
Resposta à questão No. 6
Certamente a hipótese básica deveria ser a de sempre reconhecer que existe em cada criança um Ser imortal, um Ego buscando exercer controle sobre o seu novo corpo, cérebro e natureza emocional visando personificar-se de modo cada vez mais desenvolvido, e assim construir a personalidade em um instrumento eficiente e confiável. Uma vez que tenhamos essa posição resoluta, poderemos fazer aquilo que é necessário para ajudar nesta tarefa, sem tentar fazer a tarefa pela criança. Nós estaríamos aptos a reconhecer que cada criança é única, e tem diferentes talentos, diferentes iniciativas, e diferentes obstáculos a superar. Nós ouviríamos, observaríamos e ajudaríamos a criança a encontrar o seu próprio caminho. Assim como um técnico de esportes oferece uma série de desafios ao atleta, do mesmo modo o educador deve fornecer desafios que conduzam ao desenvolvimento da inteligência, mostrando confiança, encorajamento e interesse genuíno.
O educador não deve oferecer respostas às crianças, mas os meios para que elas as construam. Ele certamente deve ajudar a criança a desenvolver algumas idéias fundamentais, comparáveis aos fundamentos da matemática ou geometria, idéias que possam ser aplicadas em qualquer direção. Uma grande distinção é que o educador com uma postura Teosófica deveria ajudar a criança a estabelecer sua própria base ética, não-sectária e universal em suas raízes, assim como em suas aplicações. Educar significa levar a diante, e Platão sugeriu que a verdadeira educação é recuperar a memória das experiências passadas. Se nós buscarmos e ouvirmos com atenção cuidadosa, perceberemos que a criança tem uma compreensão natural da justiça e da ética. A Alma, se não for vendada com opiniões e dogmas, sabe o que é certo e o que é errado.
Na Revista de Bronson Alcott encontra-se:
A ocupação do instrutor deveria ser simples, realizar o despertar, revigorar, orientar, ao invés de forçar as capacidades da criança em direções prescritas e exclusivas de pensamento. Ele deveria olhar a criança para ver o que precisa ser feito, ao invés do seu livro ou sistema. A criança é o livro. A atividade da sua mente é o verdadeiro sistema. Se ele se dedicar a isto com atenção, seu sucesso é certo. Se ele realizar os impulsos, os pensamentos e as vontades da mente e do coração das crianças, em seus próprios princípios e ordem racional de expressão, então este treinamento será aquele que Deus planejou ser, uma ajuda a preparar a criança a ajudar a si mesma.
No
Key
to Theosophy (pp 270-1), H. P. Blavatsky coloca:
Um sistema adequado e saudável de educação deveria produzir a mente mais vigorosa e liberal, estritamente treinada na lógica e no pensamento acurado, e não na fé cega...Nós iríamos reduzir o trabalho puramente mecânico de memorização a um mínimo absoluto, e devotaríamos o nosso tempo ao desenvolvimento e treinamento dos sentidos internos, das faculdades e capacidades latentes. Nós iríamos nos esforçar para lidar com cada criança como uma unidade, e educá-la de modo a produzir o mais harmonioso e equânime desdobramento dos seus poderes, de modo que essas aptidões especiais encontrariam seu desenvolvimento natural e completo. Nós iríamos ajudar a criar homens e mulheres livres, intelectual e moralmente falando, sem preconceito em relação a nada, e acima de tudo, altruístas. E nós acreditamos que boa parte disso, se não tudo, pode ser obtido com a educação adequada e verdadeiramente teosófica.
Resposta à questão No. 7
Provavelmente o primeiro pensamento que vem a mente é que aqui há um exemplo do “quem surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?”. Certamente um alimenta o outro. Apegos e aversões, sentimentos a favor e contra nos estimulam a propor explicações ou desculpas. Isto é chamado justificação, e não importa quão ilógica, estas desculpas se tornam embebidas na mente e continuam a afetar as nossos percepções e nosso julgamentos. Os sentimentos afetam a nossa compreensão. Fortes sentimentos de natureza egoísta podem nos cegar completamente, enquanto que fortes sentimentos de natureza altruísta podem nos conduzir a insights profundos sobre as verdades básicas da vida.
Por outro lado, as idéias, verdadeiras ou falsas, podem formar a base para sentimentos de um tipo ou de outro. Mesmo que as idéias por si mesmas se tornem ocultas da vista e da memória, elas podem deixar sementes no solo que farão brotar sentimentos, preconceitos, medos, etc. Como exemplo, H. P. Blavatsky fala que “o solo mais fértil para o crime e a imoralidade é a crença de que é possível a alguém escapar das conseqüências das suas próprias atitudes.” (Key, p. 248) E do lado positivo, todo o Movimento Teosófico baseia-se na convicção de que uma vez que as pessoas estejam convencidas das doutrinas da Reencarnação e do Carma, os sentimentos de maldade eegoísmo para com os outros irão desaparecer.
É difícil dizer qual vem primeiro, ou qual tem mais poder. No Ocean of Theosophy, o Sr. Judge apresenta uma interessante seqüência de causa e efeito que nos faz pensar que existe uma pequena, se é que existe, separação real entre o sentimento e a idéia. Na página 59, encontramos:
...Manas Inferior ainda está preso ao desejo, o qual é o princípio preponderante no período atual. Sendo tão influenciada pelo desejo, Manas é continuamente iludida enquanto no corpo, e sendo assim iludida é incapaz de evitar a ação sobre ela das forças estabelecidas durante a vida. Estas forças são geradas por Manas; isto é, pelo pensamento da vida presente. Cada pensamento faz uma ligação tanto física quanto mental com o desejo o qual está enraizado.
Se nós tivermos idéias ou sentimentos em nosso instrumento que precisem ser descobertas,devemos realizar uma busca pelas raízes, e estas podem ser encontradas em algum medo, desejo, etc., e este medo ou desejo precisa de uma justificação de uma idéia que o torne aceitável. Ou pode haver idéias embebidas em nós desde muito cedo que, ao longo dos anos, tomaram a forma de um sentimento, uma dependência, uma confiança, uma coragem, ou falta de confiança. Freqüentemente estas raízes, quando chegamos a elas, são idéias a respeito de coisas básicas como Divindade, Lei e a respeito da natureza do Homem.
Continuando o a exposição de que as idéias e pensamentos não estão nunca separados, o Sr. Crosbie, na página 6 do Answers to Questions, vai um passo além quando oferece idéias sobre Buddhi. Ele diz, “Buddhi é o Ego Imortal. Buddhi não pode ser descrito. Ele é o sentimento, as experiências acumuladas, todas as nossas experiências estão em sentimento.” E falando a respeito do mais elevado sentimento, no Voice of the Silence encontramos, “Compaixão não é atributo. É a Lei das Leis, harmonia eterna, o Ego de Alaya...”
Resposta à questão No. 8
Em resposta a essa questão, H. P. Blavatsky afirmou em Key, p. 29:
Nós sustentamos que a centelha divina presente no homem sendo una e idêntica em sua essência ao Espírito Universal, o nosso “ego espiritual”, é praticamente onisciente, mas não pode manifestar seu conhecimento devido aos impedimentos da matéria. Quanto mais esses impedimentos são removidos, mas completamente o Eu superior pode se manifestar neste plano.
E também na p. 181:
...a menos que um Deus desça como um Avatar, nenhum principio divino pode ser de outra forma se não limitado e paralisado pela matéria animal e turbulenta. A heterogeneidade sempre terá domínio sobre a homogeneidade neste plano de ilusões, e quanto mais próxima uma essência está da seu princípio raiz, a Homogeneidade Primordial, mais difícil é para ela se expressar na terra. Os poderes divinos e espirituais permanecem dormentes em cada Ser humano; e quanto mais amplo o alcance da sua visão espiritual, mais poderoso será o Deus dentro dele. Mas como poucos homens podem sentir este Deus, e assim, como regra geral, a divindade está sempre presa e limitada em nosso pensamento pelas percepções precoces, estas idéias que são colocadas em nós na infância, é tão difícil para você entender a nossa filosofia.
Não são apenas estes conceitos primitivos e freqüentemente errôneos que limitam os esforços do Ego encarnado, mas, como aponta o Sr. Crosbie, as ações da Mente Superior são obscurecidas também pela memória da vida presente e as imagens de cenas, pensamentos e sentimentos passados apresentados pelo cérebro astral. A mente inferior não controlada está constantemente sendo atraída por um desses pensamentos, sentimentos ou memórias. Enquanto nós não a controlarmos, alguma outra coisa o fará.
Por que nós permitimos que isto aconteça? Por que nós nos isolamos de nossa verdadeira natureza. Por que permitimos que esse nosso instrumento roube o lugar e o poder que são nossos por direito?
A resposta dada por todos os Grandes Mestres ao longo da história é a mesma, nós esquecemos quem somos. Nós esquecemos que somos este Ser Superior, este Ego Reencarnado que viveu, experimentou e aprendeu ao longo de incontáveis vidas. É o trabalho constante deles vir e nos lembrar quem somos, e qual é a nossa responsabilidade. É a história de Krishna no Bhagavad-Gita, que chega a Arjuna, o discípulo, para lembrá-lo de sua herança espiritual e da responsabilidade que ele tem em guiar o seu reino --- todas as entidades que formam a sua natureza inferior.
A filosofia que constitui os argumentos apresentados por Krishna nos dezoito capítulos forma um clássico do pensamento mundial, chamada como o “estudo dos adeptos”, e nós recomendamos para os estudantes sérios que vale a pena investir tempo e atenção no estudo deste pequeno porém poderoso livro. E podemos ainda ir adiante em nossas sugestões ao dizer que a tradução feita pelo Sr. Judge que consta na nossa lista de livros será a melhor para esclarecer os significados sutis, porque o poema foi traduzido muitas vezes, e muitas vezes a tradução foi feita a parir do ponto de vista estritamente materialista, deste modo perdendo o propósito da psicologia que é baseada na primazia do espírito. O estudo deste texto em conjunto com o Notes on the Bhagavad-Gita tem sido para muitos de nós uma educação inestimável tanto na filosofia quanto na psicologia. Estes livros são regularmente utilizados nas sessões de estudo de quarta-feira à noite.
Uma vez que tenhamos a percepção de quem somos e o que estamos fazendo aqui, nos tornamos conscientes da importância de tomar o controle da mente e nos colocarmos na posição de tomada de decisão sobre quais idéias iremos utilizar como base de trabalho para o nosso pensar e perceber. Nós temos esta capacidade de reter, refinar ou substituir idéias, e temos a responsabilidade de fazer isso, uma vez que esta é uma das principais razões do porque estamos aqui encarnados. Afirma-se que a mente é uma ótima serva mas uma terrível mestra. E nós não devemos fazer vistas grossas ao fato de que, na ciência oculta, o modo mais eficiente para clarificar a mente inferior de modo a permitir que a mente superior possa brilhar é através das ações em benefício dos outros. Isto é o altruísmo prático.
Resposta à questão No. 9
Tanto a oportunidade quanto o poder de mudar a constituição da nossa mente estão sempre presentes. Estejamos ou não conscientes disso, estamos sempre escolhendo quais idéias e sentimentos nós permitimos que façam parte do nosso instrumento de trabalho, muitas vezes escolhendo não escolher. Muitas destas idéias são “velhas amigas” que nos foram oferecidas enunca pensamos muito a respeito, nem questionamos ou examinamos. Algumas são idéias superficiais que repousam sobre outras mais profundas, fundamentais, enquanto outras são aquelas mais básicas e poderosas que são mais difíceis de arrancar.
A grande maioria das idéias que utilizamos está baseada sobre outras idéias subjacentes, idéias ou hipóteses que formam a fundação ou o nosso ponto de vista básico do agir e pensar diários. Sem alcançarmos estas, sem examiná-las e, se necessário, modificá-las, pouco pode ser feito para levar a mente à sua capacidade ótima. É difícil alcançar estas idéias ou preconceitos profundamente enraizados, porque eles têm estado conosco por tanto tempo que nós acreditamos serem a nossa verdadeira natureza. Mas uma vez que sejam trazidos à superfície e façamos as mudanças, todas as idéias superficiais reagirão para formar a nova base.
Isto nos leva ao ponto que pode ser difícil de entender de início, mas que apresenta um modo inteiramente novo de considerar os processos da mente e os processos de aprendizado. É afirmado que os Mestres não preencheram a Suas mentes com conhecimento enciclopédico, fatos intermináveis sobre tudo o que é conhecido. Pelo contrario, Suas mentes na verdade não são sobrecarregadas com este tipo de conhecimento. Mas eles dominaram perfeitamente o poder de conhecer qualquer coisa a qualquer momento que seja necessário. Como isto ocorre?
Os Mestres cultivaram a prática do uso das idéias universais como a lente pela qual eles recebem todas as Suas percepções. Estas idéias podem ser aplicadas em todas as situações e momentos, e podem produzir verdadeiros insights, conhecimentos ou qualquer coisa que esteja para ser conhecida. A Teosofia sugere que nós cultivemos a prática de basear todos os nossos pensamentos e ações sobre idéias fundamentais, e movimentá-las em aplicações particulares. Isto necessita, é claro, da construção sobre algumas idéias fundamentais que tenham sido testadas ao longo dos séculos, idéias que têm sido a pedra fundamental de todos os Grandes Professores ao longo da história. Uma vez que as tenhamos compreendido e decidido tentar aplicá-las em nossas próprias vidas,começaremos a ver a diferença que fazem em nossa percepção e em nosso entendimento.
Um dos grandes objetivos do eterno Movimento Teosófico é a reapresentação das Idéias Fundamentais da Vida à raça humana, idéias apresentadas como proposições para a nossa consideração, e não como dogmas. Como você pode saber, estas proposições fundamentais são reapresentadas nesta era por H. P. Blavatsky no Prólogo da “Doutrina Secreta”. Outros enunciados destas Idéias Fundamentais podem ser encontrados nos panfletos “Fundamentals of Theosophy” and “Theosophy Simply Stated.”
Resposta à questão No. 10
Nós sabemos que na morte o cérebro se desintegra junto com o corpo, mas a Teosofia coloca adicionalmente que existe dentro de nós aquilo que não se desintegra, a Mente Superior, ou nossa verdadeira Identidade, que retém a essência de todas as nossas experiências passadas, adicionando estas à soma total do nosso caráter.
Citando
do Ocean of Theosophy, p. 57:
O Ego interior, que reencarna indo de corpo a corpo, armazenando as impressões vida após vida, ganhando experiência e adicionando-a ao Ego divino, sofrendo e regozijando através dos imensos períodos de anos, é o quinto princípio, Manas, não unido a Buddhi. Esta é a individualidade permanente que dá a cada homem o sentimento de ser ele mesmo e não outra pessoa, ... ela preenche o vazio produzido pelo sono; do mesmo modo, ela preenche o vazio produzido pelo sono da morte.
Embora a consciência disso possa ainda estar escondida de nós no presente estágio, há dentro de nós aquilo que une todas as nossas vidas e experiências formando o que chamamos a identidade Egóica.
No
Key
to Theosophy, p. 179, H. P. Blavatsky afirma:
Existe uma consciência espiritual, a mente Manásica iluminada pela luz de Buddhi, que com a subjetividade percebe as abstrações; e a consciência dos sentidos (a luz Manásica inferior), inseparável do nosso cérebro físico e de nossos sentimentos. Esta última consciência é mantida sujeita ao cérebro e aos sentidos físicos, e sendo igualmente dependente deles, deve, é claro, se desvanecer e finalmente morrer com o desaparecimento do corpo e dos sentidos físicos. Apenas o primeiro tipo de consciência, cujas raízes repousam na imortalidade, que sobrevive e vive eternamente, e pode, assim, ser considerada imortal.
À morte
do corpo, o Ego precisa extrair os valores essenciais da mente inferior.
Isto ocorre nos primeiros estágios do estado de pós-morte,
com os últimos estágios sendo coloridos pelo que H. P. Blavatsky
chama, “a memória espiritualizada... da ex-personalidade,
Sr. A ou Sr. B, com as quais o ego se age:EN-US">
Curso de Filosofia Esotérica
Módulo 5
O Corpo e o
Corpo Astral
A
inteira disputa entre a ciência profana e a esotérica se mantém
na crença e na demonstração da existência de
um corpo astral dentro do corpo físico, o primeiro independente
do último.----
The Secret Doctrine, II, 149, 1888.
O reconhecimento de um corpo astral que precede o corpo físico, e que isso é na verdade uma necessidade na formação de qualquer forma física, representa um importante e significativo passo na percepção final de que o aspecto interior da vida é sempre causal, e que o exterior, visível a nós, é sempre o efeito. O corpo por si próprio não poderia funcionar, nem mesmo reter a sua estrutura, sem o corpo astral básico interior; tão logo a Ciência venha a compreender isso, mais cedo ela encontrará a chave para muitos dos seus preocupantes mistérios.
Não muito tempo atrás a existência do corpo astral dentro do corpo físico efêmero era um fato aceito. Foi a iniciativa de Descartes em explicar o movimento de todas as partículas de matéria e dos corpos orgânicos de acordo com as leis de movimento que estabeleceu o materialismo no mundo cientifico, e não deixou espaço para nada que não pudesse ser fisicamente sentido.
Mas o materialismo está próximo de seu fim. Há alguns anos atrás Robert Millikan, um dos cientistas líderes no mundo, ao relatar uma série de descobertas importantes na física conduzindo à relatividade e aos fenômenos atômicos nos quais o princípio da incerteza de Heisenberg se fundamenta, concluiu: “Como resultado, o materialismo dogmático está morto.” O próximo passo além do materialismo foi apontado por Einstein em 1938 quando ele afirmou, “Aos poucos e com muito esforço o conceito de campo estabeleceu para si mesmo um lugar de destaque na física, e permaneceu como um dos conceitos físicos básicos. O campo eletro-magnético é, para um físico moderno, tão real quanto a cadeira sobre a qual ele se senta.”
E se o campo magnético subjacente for ainda mais real que o envelope externo, qual a importância e a função do corpo físico?
O QUE É O CORPO FÍSICO?
No Ocean p. 36, o Sr. Judge afirma que o corpo físico é “a mais transitória, provisória, e ilusória de toda a série de constituintes do homem... Sempre em mutação, em movimento em cada parte, ele nunca está completo ou acabado de fato, embora tangível. Apesar disso nós sabemos que o corpo é de grande importância para nós no presente estágio de evolução. Ele é o nosso meio de contato com a vida, e de adquirir experiências neste plano, assim como nosso meio de ajudar as vidas que o constituem.
Nós pensamos no corpo como sendo feito de carne, ossos, músculos, sangue, matéria cerebral, etc., enquanto que na verdade ele é feito de inúmeras “vidas” ou inteligências que realizam estas funções por um período de tempo e passam a outros aspectos em seu ciclo de evolução. É bem sabido que a matéria que forma o nosso corpo atualmente será completamente substituída por uma nova matéria dentro de um período de sete anos. Estas vidas passaram por eras e eras de treinamento e experiências em diversas formas da natureza, e agora estão preparadas para operar na forma humana. Elas são uma parte do registro de nossa história passada, uma inteligência acumulada de elevado grau, e é devido a esta inteligência que elas são capazes de responder às demandas extremamente complexas que recebem do cérebro.
Podemos dizer, então, que o material que forma o nosso corpo é nosso? Não, mas durante o período em que ele está sob nossos cuidados nós somos responsáveis por ele, pelas inclinações e disposições que nós o submetemos. Quando estas vidas deixam o nosso corpo, elas retornam a alguma das muitas formas na Grande Natureza, levando consigo as tendências que nós lhes demos.Nós iremos vê-las novamente? Provavelmente sim, devido à atração magnética que estabelecemos. Este é um dos processos universais de evolução.
No Ocean p. 35, o Sr. Judge tem isso a dizer a respeito dessas vidas:
Um dos mistérios da vida física está escondido entre estas “vidas”. A sua ação compelida adiante pela energia da Vida, chamada Prana, ou Jiva,explica a existência ativa e a morte física. Elas estão divididas em duas classes, os destruidores e os preservadores, e estas duas duelam contra a outra desde o nascimento, até que os destruidores vençam.
Ele continua a explicar que quando estamos adormecidos, nós estamos absorvendo a Energia da Vida, mas para estarmos despertos e ativos nós temos que resistir ao fluxo da vida do mesmo modo que o filamento em um bulbo de luz elétrica resiste contra o fluxo de eletricidade para produzir a luz. Como o filamento termina por não resistir à passagem da eletricidade, as vidas no corpo finalmente perdem a capacidade de resistir à Força da Vida, e a Vida mata o corpo.
“Vida”, diz o Sr. Judge, (Ocean, p. 37), “é um princípio universalmente impregnante. Ela é o princípio no qual a terra flutua; ela permeia o globo e cada ser e objeto nele”. Quando nós encarnamos em um corpo, precisamos de um instrumento ou veículo especial para transformar esta força universal de vida em uma energia particularizada que sustente o nosso corpo. Em Sânscrito esta vida universal é chamada Jiva. A vida particularizada é chamada Prana. Na morte, a energia da vida não desaparece; ela retorna à sua forma universal para ser utilizada por outro veículo especializado.
O
CORPO ASTRAL
Todas as formas previamente mencionadas, nós iremos ver, são dependentes de um veículo que possa realizar pelo menos duas funções importantes: ele deve ser capaz de transformar a força energética universal em uma vitalidade individual; e ele deve ser um modelo de orientação para o físico, que mantenha a sempre mutante matéria física em uma forma e um semblante de solidez. Este veículo é o Corpo Astral. Ele recebeu muitos nomes; duplo-etérico; fantasma; doppelgänger; homem pessoal; alma irracional e muitos outros, mas o melhor é o termo Sânscrito, Linga Sarira, cujo significado designa corpo. Ele não é apenas o modelo para o corpo físico, mas é na verdade o corpo físico real, e pode, sob certas circunstâncias, operar de maneira independente do invólucro físico. O termo Corpo Astral é utilizado porque a substância de sua forma é derivada da matéria cósmica ou estelar, falando a grosso modo, e ele pode ser descrito como um “campo” elétrico e magnético. O Sr. Judge tem mais a acrescentar sobre a constituição deste poderoso e interessante corpo na página 39 do Ocean:
O corpo astral é feito de matéria de textura muito fina se comparada ao corpo físico visível, e tem uma resistência à tração maior, de forma que ele muda muito pouco durante o tempo da vida, enquanto que a matéria física se altera o tempo todo. E não apenas ele tem esta grande resistência, mas ao mesmo tempo possui uma elasticidade que permite a sua extensão a distâncias consideráveis. Ele é flexível, plástico, extensível e forte. A matéria que o compõe é elétrica e magnética em sua essência, e é exatamente do que o mundo inteiro era composto em um passado longínquo, quando o processo de evolução não havia ainda chegado a ponto de produzir o corpo material do homem. Mas ela não é matéria rude ou crua. Tendo passado por um amplo período de evolução, e submetida a processos de purificação de incalculável número, a sua natureza foi refinada a um grau muito acima dos constituintes físicos brutos que nós vemos e tocamos com o nosso olho físico e nossas mãos.
Foi afirmado anteriormente que o Corpo Astral é, na verdade, o corpo físico real. Isto é demonstrado pelo fato de que quando estamos dormindo, ou em transe ou estado hipnótico, nós temos um conjunto completo e ativo de sentidos interiores. Os sentidos reais estão no Astral, sendo os externos apenas o contato físico com este plano ou matéria. O Sr. Judge adiciona, “Ele tem um sistema particular de nervos e artérias completo, para a distribuição do fluido astral, que é para este corpo o que o sangue é para o físico. Ele é o homem pessoal real. Nele estão localizadas as percepções subconscientes e a memória latente, a qual os hipnotizadores lidam e são confundidos.” (Ocean, p. 42)
COMO O CORPO ASTRAL É PRODUZIDO?
O Corpo Astral precede o físico e serve como um padrão pelo qual o corpo físico é construído. De maneira semelhante, o ser interior, a mente, projeta o astral como uma ligação entre o seu mundo e este. A formação deste corpo é, claro, orientada pelo Carma individual do ego, o Carma que traz as condições corretas para a próxima encarnação. Ele também é afetado pelos skandhas, os traços de caráter formados pelo ser enquanto num corpo anterior. Estes skandhas poderiam ser ditos como sendo as memórias das lições passadas ou lições não aprendidas que nos deixaram na morte mas nos encontram novamente na próxima encarnação.
Nós realmente criamos nosso próprio corpo astral, ainda que nossas capacidades de alterar a forma deste corpo sejam limitadas às mudanças periféricas e não àquelas da forma geral. A forma humana que conhecemos foi estabelecida para esta era, e o efeito dos nossos pensamentos e ações está limitado ao refinamento ou à corrupção desta forma básica. H. P. Blavatsky diz, na Secret Doctrine: (Vol I, p. 282 e fn.)
Então nossas formas humanas têm existido na Eternidade como protótipos astrais ou etéreos,...O ocultismo ensina que nenhuma forma pode ser dada a nenhuma coisa, seja pela natureza ou pelo homem, cujo tipo ideal já não seja existente no plano subjetivo. Mais que isso; que tal forma não é possível de entrar na consciência do homem, ou evoluir em sua imaginação, se não existir em protótipo, ou pelo menos em aproximação.
QUANTO NÓS PODEMOS AFETAR O CORPO ASTRAL?
É ensinado que o Corpo Astral muda muito pouco durante o período da vida, e que mesmo o ácido ou o aço cortante não o afetam. Mas ele é afetado em algum grau pelos nossos pensamentos e emoções. Nos estágios iniciais de desenvolvimento do feto, a imaginação da mãe, se forte o bastante, e apoiada em alguma emoção forte, pode afetar o astral da criança, deixando marcas ou possíveis deformidades, mas isto é raro. O conhecimento deste fato é a razão pela qual os Gregos colocavam belas estátuas perto do leito das gestantes.
Mas este não
é o único modo pelo qual o Corpo Astral, ou na verdade o
funcionamento do Corpo Astral, é afetado pelo nosso pensar. Em seu
artigo “Mesmerism”, o Sr. Judge explica que “Todos os sentidos têm
o seu lugar nesta pessoa (o corpo astral), e cada um deles é milhares
de vezes mais forte no alcance dos seus desdobramentos que os representantes
externos.” Ele continua ao dizer, “Em uma pessoa normalmente saudável,
estes sentidos astrais são inextricavelmente unidos ao corpo, e
limitados pelo aparato que ele fornece durante o estado acordado.” Apenas
quando estes órgãos externos são paralisados pelo
sono ou outro processo de mesmerizacão que os sentidos interiores
podem operar livremente e dar ao homem a visão relativamente ilimitada
que eles oferecem.
Há, entretanto, outro meio pelo qual estes sentidos astrais podem ser trazidos ao uso pelo próprio indivíduo, um modo que nós todos iremos seguir no decurso do tempo, um modo que é parte da nossa evolução futura. No seu fascinante artigo “The Culture of Concentration”, o Sr. Judge explica que, com o cultivo da concentração da mente, nós podemos gradualmente liberar estes sentidos interiores de suas contrapartes externas, e assim liberá-los para agirem ao seu modo. Ele tem essas dicas sobre o desenvolvimento dos nossos poderes interiores:
Deve existir em nós o poder do discernimento, o cultivo do qual irá nos libertar para conhecer tudo que desejarmos saber. A existência destes poderes é afirmada pelos mestres do ocultismo, e o modo de adquiri-los é através do cultivo da concentração.
Geralmente é negligenciado, ou não se acredita que o homem interior, que é aquele que tem estes poderes, deve crescer à maturidade, assim como o corpo tem que amadurecer até que os seus órgãos realizem suas plenas funções. Por homem interior eu não quero dizer eu superior, o Ishwara anteriormente mencionado, mas aquela parte de nós que é chamada de alma, ou homem astral, ou veículo, e assim por diante...
Enquanto é verdade que o segundo, ou homem interior, tem latentes todos os poderes e peculiaridades atribuídas ao corpo astral, é igualmente verdade que estes poderes estão, na maioria das pessoas, ainda latentes ou apenas muito parcialmente desenvolvidos.
Este ser interior é, por assim dizer, inextricavelmente embaraçado no corpo, célula por célula e fibra por fibra.
De forma geral não há demarcação que seja observada entre estes órgãos interiores e os exteriores; o ouvido interno está muito entrelaçado com o externo para poder ser percebido à parte. Mas quando a mal" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0">Conforme mencionado, o corpo astral tem um conjunto completo de sentidos e órgãos que são os “originais” daqueles do corpo físico. Mas sendo formado de uma matéria muito mais refinada e desenvolvida, estes poderes não são apenas muito mais elevados, mas eles abrangem um número maior e diferente de funções.
É o nosso mundo “material” que impõe as restrições do tempo e espaço sobre as nossas percepções. Quando os sentidos internos são libertados destas restrições, os obstáculos do tempo e do espaço não existem mais para eles. As funções de telepatia, clariaudiência e clarividência se tornam operações naturais a eles. E como eles podem perceber as causas que já foram estabelecidas, e os resultados que deverão ocorrer, eles podem oferecer, em certo grau, uma visão do futuro. E já que eles podem apresentar percepções mais abrangentes e profundas, eles oferecem avenidas para o poder de discernimento do Ego.
É no plano astral que as imagens e memórias de todos os eventos da vida são capturados e armazenados. O Corpo Astral, sendo da mesma substância, é capaz de contatar estas imagens, sons, emoções, etc. Para o Adepto treinado isto pode ser de grande valor. Para o psíquico não treinamento que não sabe como interpretar estes sinais, eles podem oferecer fascinação, mas, com freqüência, confusão.
Existem muitos outros poderes atribuídos ao Corpo Astral tais como a capacidade de expulsar uma parte do corpo, até realmente deixar o corpo e viajar a grandes distâncias, tornar-se visível e realizar muitos outros feitos. Estes serão abordados em maior profundidade em um tópico posterior, mas no momento é suficiente dizer que sem o conhecimento completo das leis que governam estes fenômenos, em conjunto como intenções e caráter puros, quaisquer excursões nessas atividades podem ser extremamente perigosas.
No seu artigo “Sheats of the Soul”, o Sr. Judge apresenta uma descrição do lugar e da operação normal do Corpo Astral como uma dessas “roupas”. Ele afirma:
Então durante as longas eras que passaram desde que a presente evolução teve início neste sistema solar, a Alma construiu para o seu uso próprio várias vestes, variando desde as mais finas, próximas à sua própria essência, àquelas mais remotas, terminando com a veste física externa, e esta é a mais ilusória de todas, embora pareça, do lado externo, verdadeiramente real. Estas vestes são necessárias se a Alma precisar conhecer ou agir. Pois ela não pode por si mesma compreender a Natureza de modo algum, mas transforma instantaneamente todas as sensações e idéias por meio das diferentes vestes, até que neste processo ela tenha orientado o corpo abaixo, o obtido por si mesma a experiência acima.
O Corpo Astral é uma dessas vestes e tem a função de relatar ou traduzir qualquer sensação à próxima veste superior, e de maneira semelhante ele traduz os comandos do Homem Interior aos nervos, músculos, etc., do homem físico. E, embora o Corpo Astral contenha todos os órgãos e sentidos, o corpo físico rudimentar é necessário ao Ego para o contato com a vida neste plano físico.
NÓS JÁ EXISTIMOS PREVIAMENTE SEM O CORPO FÍSICO?
Sim, houve um tempo em que o astral era o veículo mais externo que nós precisávamos, uma vez que a matéria por si mesma estava no estado astral. Virá o tempo no qual a humanidade coletivamente irá enxergar através da ilusão da matéria e nós iremos novamente operar nestes corpos refinados. Existem aqueles que atualmente já avançaram a esse estado em que vivem e agem neste plano interior nos seus corpos astrais. Estes são os Adeptos, Mestres, etc., que não têm necessidade atual de veículos físicos, e todavia continuam o seu trabalho nos planos interiores. Existem aqueles entre esses Seres, entretanto, que empregam corpos físicos de modo que possam comunicar-se diretamente com os seres no nosso plano. Nestes casos é ensinado que Eles podem deixar o corpo sempre que necessário e podem operar igualmente em ambos os planos.
NÓS PODEMOS APERFEIÇOAR OU CORROMPER O CORPO ASTRAL?
Uma vez que o Corpo Astral esteja em operação é extremamente difícil alterá-lo em qualquer grau. Entretanto, como este corpo é o corpo físico real, e está sujeito às atividades tanto de natureza Cármica como da mente inferior, é possível poluir o Corpo Astral com a maldade e os pensamentos e sentimentos horríveis.
É possível também, obstruir o uso daqueles sentidos astrais interiores. E isto é feito principalmente pelo descrédito na sua existência, na existência de um Ser interior. Tanto pela falta de conhecimento como pelo preconceito materialista, nós desenvolvemos um apego às coisas que são objeto dos sentidos físicos. Este apego tem o efeito de travar os sentidos interiores aos externos ou físicos, e assim limitar a sua completa efetividade. No Bhagavad-Gita Krishna fala do valor do desapego aos resultados das nossas ações como a chave para a obtenção da percepção do Supremo.
Olhando o lado mais positivo da situação, a Filosofia fala de um modo pelo qual o Corpo Astral pode ser alterado ou purificado; é o processo de construção de um Corpo Astral permanente através do controle (concentração), ao qual ela dá grande atenção, já que este é um procedimento que nós todos teremos que começar em algum momento. É através deste esforço que um indivíduo cria um Corpo Astral que possa ser mantido, juntamente com as suas memórias, e poderes, vida após vida.
O Sr. Crosbie diz no Friendly Philosopher: p. 292.
Quanto mais cedo nós iniciarmos o esforço de controlar a mente, e desejarmos conhecer e assumir a posição do homem interior, este esforço e a compreensão trarão o acesso ao poder e à estabilidade. Nós iniciamos algo indo à direção ao corpo astral. O que antes eram apenas centros de forca ao redor dos quais os órgãos foram construídos, agora tendem a se tornar órgãos astrais separados. Um crescimento gradual destes órgãos ocorre junto conosco, até que nosso esforço termina por construir um corpo astral, com todos os órgãos do físico completamente sintetizados, e nós estaremos além das vicissitudes da existência física; nós temos então o poder da ação do corpo astral. O corpo astral é ainda mais completo e efetivo em seu próprio plano que o nosso instrumento corpóreo aqui no plano físico, pois ele tem uma maior abrangência de ações nos seus sete supersentidos, enquanto que fisicamente nós usamos apenas cinco sentidos.
EXISTE
MAIS DE UM CORPO ASTRAL?
O corpo físico é o instrumento para a expressão de apenas um estado de consciência, nossa consciência desperta diária. Mas o Corpo Astral precisa cobrir uma ampla faixa de atividade. Ele deve fornecer tanto a substância como os poderes para a expressão de vários estados de consciência, e para os vários princípios internos do homem sétuplo. Devido ao fato que as fases de uma vida são diversificadas, as demandas por instrumentos especializados são igualmente diversas. Em alguns pontos nos Ensinamentos afirma-se que existem sete corpos astrais (até sete), em outros pontos afirma-se que existe apenas um astral com vários aspectos. Além disso é indicado que quando uma tarefa é completada, um corpo particular pode ser alterado para responder a uma nova demanda.
Nas últimas páginas do Answers to Questions on the Ocean of Theosophy, o Sr. Crosbie faz estas interessantes colocações:
Corpo astral é apenas um nome genérico. O termo “astral” é utilizado para tudo que está além do físico. Mas deve ser compreendido que no físico nós temos terra, água, ar e fogo como divisões deste plano, e do mesmo modo existem divisões no astral. A forma astral que corresponde à terra permanece com o corpo físico e se dissipa com ele. A que corresponde à água é aquele estado da substância astral que forma o kama-rupa; a que corresponde ao fogo é o local da consciência, o corpo do pensador.
Existem outros modos de categorizar os vários aspectos deste corpo, mas é suficiente dizer que “Corpo Astral” é o nome dado a um princípio interior, mais sutil, que, devido à sua natureza inteligente e plástica, é capaz de desempenhar um número de papéis como transmissor e tradutor entre o lado espiritual do homem e seu invólucro físico.
A CIÊNCIA ESTÁ ATUALMENTE PRÓXIMA DE ACEITAR A EXISTÊNCIA DO CORPO ASTRAL COMO UM FATO?
A história mostra que a ciência, sendo uma instituição, tem dificuldade em aceitar qualquer idéia nova que imponha uma mudança radical na estrutura de sua disciplina. Esta aceitação irá provavelmente ocorrer apenas quando uma outra disciplina, como a psicologia, a medicina, etc., venha a enxergar este corpo como algo que possa trazer luz às suas próprias pesquisas. Entretanto, existem alguns cientistas chegaram perto, e ainda estão se aproximando da posição Teosófica. Os mais destacados dentre estes foram o Dr. H. S. Burr e o Dr. F. S. C. Northrop da Universidade de Yale, os quais, em 1939, apresentaram os resultados de experimentos baseados em uma “Teoria Eletro-dinâmica da Vida”. Nós relatamos estas afirmações retiradas de um relatório feito pelo Editor de Ciência do New York Times em 25 de Abril de 1939:
Existe nos corpos dos seres vivos um arquiteto elétrico o qual molda e cria o indivíduo conforme um padrão específico, e permanece dentro do corpo desde os estágios embrionários até a morte. Tudo o mais no corpo está sob constante mudança; a miríade de células individuais que forma o corpo, excetuando-se as células cerebrais, cresce e morre, sendo substituídas por outras células, mas o arquiteto elétrico permanece como o único constante ao longo da vida, construindo novas células e organizando-as seguindo o mesmo padrão das células originais, e assim, no sentido literal, constantemente recriando o corpo. A morte vem quando o arquiteto elétrico dentro dele para de operar.
O arquiteto elétrico promete ser uma nova abordagem à compreensão da natureza da vida e dos processos vitais. Ele indica que cada organismo possui um campo eletrodinâmico, assim como o magneto emana para todos os lados o seu campo de força magnético. Similarmente, as evidências experimentais mostram, de acordo com o Dr. Burr, que cada espécie de animal e muito provavelmente também os indivíduos dentro de cada espécie, têm seu campo elétrico característico, de modo análogo às linhas de força de um magneto.
Outros cientistas que admitiram claramente a existência de um padrão eletro-magnético corpóreo interpenetrando o corpo físico são aqueles que, na União Soviética, foram capazes de fotografar, com o fotografia de Kirlian, o corpo astral de vegetais.
Uma outra descoberta foi realizada em 1981 por Rupert Sheldrake em “A New Science of Life”, o qual, estando insatisfeito com a abordagem ortodoxa atual da biologia, apresentou o que poderia ser chamada de uma teoria revolucionaria para explicar o mistério da criação. Ele afirmou que os campos morfogenéticos têm de fato efeitos físicos mensuráveis, e que estes campos são responsáveis pelas características de forma e organização dos sistemas em todos os níveis de complexidade,...que eles impõem “restrições padronizadas aos resultados energeticamente possíveis do processo físico.”
O QUE OCORRE COM O CORPO ASTRAL APÓS A MORTE?
Na morte do corpo, o aspecto inferior do Corpo Astral se desintegra junto com o físico. Este é o “campo” que forma o molde para as moléculas físicas, e é devido à quebra da força coesiva no astral que a morte ocorre. Este é o fantasma que freqüentemente é visto sobre os túmulos nos períodos logo após os funerais.
Outro aspecto deste “corpo” é o Kama Rupa, que significa corpo de desejo, assim chamado porque ele é um corpo formado na morte como um veículo temporário para as Paixões e Desejos que partem. Este tem uma vida mais longa que o primeiro mencionado, mas também estará sujeito à desintegração tão logo o Homem real, a Tríade Superior, tenha se destacado inteiramente desta natureza, este quarto princípio do homem. No Glossary, p. 72, H. P. Blavatsky afirma “Aqui, a pálida cópia do homem que se foi vegeta por um período de tempo, a duração do qual varia conforme o elemento de materialismo que resta, e que é determinado pela vida passada do morto. Como está despojado da sua mente superior, espírito e sentidos físicos, se deixado sozinho com os seus próprios aparatos sem sentidos, irá gradualmente se desvanecer e se desintegrar”. Isto tem sido chamado de fantasma e é freqüentemente o operador em sessões espiritualistas, uma vez que pode ser revitalizado pelo médium e forçado a abrir mão das memórias que estão residentes no seu banco de memórias. Ele não é o Espírito do homem morto. O Espírito já partiu e não pode ser alcançado por quaisquer práticas neste plano. Serão oferecidas mais informações sobre este assunto, e sobre as inúmeras maravilhas psíquicas que são explicadas pelo mundo astral em um dos módulosposteriores.
QUE PAPÉIS DESEMPENHAM OS PRINCÍPIOS DA PAIXÃO E DOS DESEJOS?
A Tesosofia é rigorosa com o fato de que Kama (Paixões e Desejos) não é causado pelo corpo, “a carne”, mas é um princípio por si mesmo, e existe antes do corpo físico ser trazido à existência. É o quarto princípio da constituição sétupla do homem, e, como dito antes, é o princípio do equilíbrio a partir do qual os caminhos vão acima ou abaixo. O Sr. Judge o chama de base das ações, e o movimentador da vontade. Ele ainda adiciona “Se desejamos fazer o bem ou o mal, nós precisamos primeiro acordar o desejo para ambos os caminhos. O homem bom, que ao final se torna até mesmo um sábio, teve que em algum momento da sua vida acordar o desejo pela companhia dos homens sagrados, e teve que manter este desejo para se manter ativo de modo a continuar.” Kama tem sido chamado desejo pessoal e também diabo, já que é o apego aos desejos que se sobrepõe ao caminho do nosso progresso espiritual. Mas há um outro lado de Kama que não deve ser menosprezado. Novamente no Glossary, “Kama é a primeira consciência, o desejo amplo do bem universal, amor, e por que vive e sente, precisa de ajuda e bondade, o primeiro sentimento de compaixão infinita e misericórdia que nasce na consciência da Força Una criadora, assim que ela chega à vida e existe como um raio do Absoluto...Kama épredominantemente o desejo divino de criação da felicidade e do amor; e apenas muitas eras mais tarde, quando a humanidade começou a materializar, pela antropomorfização, os seus grandes ideais em dogmas parciais e incompletos, que Kama se tornou o poder que gratifica o desejo no plano animal.”
Nós podemos ver que Kama tem dois aspectos, um inferior e outro superior. Quando a nossa consciência é colocada inteiramente abaixo no corpo e nas coisas materiais, a tendência é o estímulo a nossa natureza animal, e o seu fortalecimento sob nós. Quando, por outro lado, a nossa consciência está centrada nas nossas nobres aspirações, desejos altruístas, então Kama se transforma e a força do Espírito vem da nossa natureza Buddhica. O apego aos desejos egoístas diminui a amplitude das nossas percepções apenas ao mundo e sentidos físicos. A liberdade deste apego abre a nós a amplitude maior dos nossos sentidos interiores, e o discernimento da nossa natureza Buddhica, o julgamento composto das nossas o ele é chamado rajas, ou a qualidade ativa e má, conforme distinto de tamas, ou a qualidade da escuridão e da indiferença. O crescimento não é possível a menos que rajas esteja presente para dar o impulso, e pelo uso deste princípio da paixão todas as qualidades superiores são trazidas a refinar e elevar os nossos desejos pelo menos até o ponto em que eles possam ser continuamente colocados sob a verdade e o espírito. Nisto a Teosofia não ensina que as paixões devem ser estimuladas ou saciadas, pois uma doutrina tão perniciosa não foi jamais ensinada, mas a ordem é fazer uso da atividade fornecida pelo quarto princípio de modo a sempre crescer, e não cair sob domínio da qualidade sombria que termina com a aniquilação, tendo se iniciado com o egoísmo e a indiferença.
A Teosofia nos diz que se nós desejarmos colocar em movimento e direcionar a vontade, devemos primeiro despertar o desejo; não o desejo de natureza inferior, mas desejo por uma vida de serviço à humanidade. Mesmo um Buda ou Jesus, tiveram, em um passado longínquo, que despertar em Si mesmos o desejo de ajudar o mundo, e tiveram que manter este desejo vivo ao longo de muitas vidas de esforço.
Nós ouvimos muito a respeito do valor e do poder de um juramento. Muito disso repousa na clara formulação da intenção, a rejeição de objetivos conflitantes. Mas além disso deve haver a disposição voluntária em fazer o esforço necessário para realizar as implicações que seguem. Esta é a regeneração ou a espiritualização do princípio Kamico ou do desejo.
Nós citamos muito do texto do Ocean of Theosophy do Sr. Judge, e há uma ampla abordagem nele sobre os temas relativos ao Corpo Astral e o Princípio Kamico para qualquer pessoa que deseje mais informações.
Além
disso, nós gostaríamos de recomendar quatro artigos que dão
luz a esses temas e oferecem insights interessantes e valiosos sobre
a constituição do “tabernáculo humano”. Estes
são:
"Culture
of Concentration" - Judge Pamphlet 11. THE INNER MAN
"Mesmerism"
- Judge Pamphlet No. 16. MESMERISM AND HYPNOTISM
"Hypnotism"
- Judge Pamphlet No. 16 MESMERISM AND HYPNOTISM
"Sheaths
of the Soul" - Judge Pamphlet No. 16 MESMERISM AND HYPNOTISM
Todos os quatro artigos podem ser encontrados no primeiro volume dos "Theosophical Articles" do Sr. Judge.
Veja também a versão online dos artigos do Sr Judge.
QUESTÕES SOBRE O MÓDULO 5
1 – O conhecimento do corpo astral poderia ser útil nos campos da medicina e da psicologia? Explique, por favor.
2 – O corpo astral desempenha algum papel nos fenômenos do espiritualismo? Se sim, qual?
3 - O que você acha que ocorre ao corpo astral nos casos de suicídio, punição capital, ou morte acidental?
4 – O corpo astral determina a forma que as partículas físicas irão manter no corpo físico. O que determina a forma do corpo astral? O que você pensa que seja?
5 – Existe perigo durante as tentativas de realização de viagens ou projeções astrais? Dê as suas razões.
6 – Nós cuidamos do corpo físico com alimentação adequada, exercícios e higiene. Existem procedimentos análogos que poderiam ser tomados para os cuidados com corpo astral? Quais você acha que seriam?
7 – Algumas escrituras dizem que devemos “matar o desejo”. Elas querem dizer que todos os desejos são errados, ou existe algum desejo que é necessário?
8 – Muito tem sido falado sobre intenção, que na maioria dos casos ela faz a diferença entre o que está alinhado com nosso desenvolvimento espiritual e o que não está. A difícil questão é como nós podemos modificar ou purificar as nossas intenções atuais? Você tem alguma sugestão? __________________ Tradução: Marcelo Pagliarussi (marcelo@nit.ufscar.br)
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