Curso de Filosofia Esotérica

Módulo 4

Manas – a Mente


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Resposta às questões do módulo 3 – Mestres
Material sobre Manas – a Mente
Questões sobre Manas – a Mente



 
 

RESPOSTA ÀS QUESTÕES DO MÓDULO No. 3 – Mestres

Resposta à questão No. 1
 

Eles são chamados Mestres porque conquistaram o “domínio” sobre todos os princípios e poderes da Sua natureza. Em contraste com a maioria da humanidade, Eles “dominaram” as potências de todos aqueles veículos que formam a Sua natureza sétupla. O indivíduo médio ainda está no estágio de evolução no qual é sujeito às necessidades dos sentidos (gostos, sons, visões, etc.), impostas pelasua natureza desejosa (desejo, raiva, inveja, ciúmes, paixão), e pela ordem das idéias não testadas e não experimentadas que guiam e alimentam seu pensar e agir. Em contraste, o Mestre, através das muitas vidas de esforço e devoção, reina sobre essas forças incontroláveis mas de grande valor, e readquiriu o seu direito de guarda sobre elas, tornando-as ferramentas úteis e poderosas para o seu trabalho. 


 

O que significa isso? Significa que Ele tem um instrumento perfeitamente coordenado que abrange todos os planos. Significa que Ele pode se mover de um plano a outro sem perder a consciência, pode usar qualquer dos vários veículos para a percepção e ação no seu plano particular, e pode reter o conhecimento adquirido para uso nesse ou em qualquer plano superior. Poderia-se dizer que cada “veículo” é uma janela abrindo-se sobre o plano o qual faz parte. Utilizando essas janelas, o Mestre não está limitado à superfície e ao conhecimento fragmentado como nós estamos, mas Ele pode ver as causas, relações e o quadro todo. Ele é capaz de perceber a verdade por trás das cenas, pode olhar diretamente sobre as idéias e trazer o conhecimento através delas para o benefício da humanidade, todos os poderes que nós estamos esperando para desenvolver.


 

O homem é literalmente rodeado por poderes vastos e valiosos, poderes tão fortes que fugiram dele, mas não tão fortes a ponto de impedir o homem de superar a sua natureza revoltosa e trazê-los sobre o seu controle. O Sr. Crosbie disse, “‘Consciência-total’ significa o estágio de perfeição e coordenação de todas as ‘camadas da alma’ compostas com a substância mais etérea, substância terrestre, e todos os graus entre elas, o que permite ao Ego Divino, ou Percebedor, conhecer tudo que há para ser conhecido a respeito de qualquer estado de consciência ou plano de matéria, sempre que houver um conhecimento necessário ou desejável.” (Answers to Questions, p. 16.)


 

Resposta à questão No. 2


 

De tudo que aprendemos até agora, provavelmente concordaremos com a Teosofia que os Mestres não são criações especiais, mas Eles se tornaram especiais através de muitas vidas de esforço. Assim, Eles não herdaram Seu poder e Sua sabedoria de ninguém, mas os herdaram do seu próprio Eu Superior e a partir do Seu próprio esforço. Um verdadeiro Adepto deve se construir, não pode ser produzido. 


 

Em "Mahatmas as Ideals and Facts" o Sr. Judge explica:


 

A alma surge do desconhecido; começa a trabalhar com e na matéria; é trazida ao nascimento repetidamente; produz carma; desenvolve os seis veículos para si mesma; recebe a retaliação pelos pecados e punição pelos erros; cresce e se fortalece através do sofrimento; consegue ser bem sucedida em brotar na obscuridade; é instruída pela verdadeira iluminação; capta poderes; retém caridade; cresce com o amor pela humanidade órfã; e mais tarde ajuda todos os outros que permanecem na escuridão até que todos possam ser elevados ao lugar com o “Pai no Céu”, que é o Ser Superior. 


 

Mas pode ser interessante oferecer algumas reflexões sobre o impacto que esta idéia de “criação especial” teve no Pensamento Ocidental. Se acredita-se, ou proclama-se, que um Mestre ou Salvador é aquilo que é porque Ele foi especialmente criado perfeito por um Deus onipotente, isso nos deixa duas conclusões implicadas por essa idéia: um, que tal ser não merece nenhum crédito por ser o que é, e dois, que é inútil para outras pessoas tentar alcançar esta posição eminente pelos seus próprios esforços. A idéia colocada adiante de que Jesus era uma tal criação especial, “o único filho gerado por Deus”, pode muito bem ser uma das causas da nossa percepção atual do nosso destino, nossos poderes e horizontes espirituais. É importante lembrar, contudo, que as palavras do próprio Jesus são citadas dizendo “Grandes realizações como essas vós sereis capazes de fazer também” (João, 14,12) e, “Sejais vós então perfeitos como o seu Pai que está no céu é perfeito.” (Mateus, 5,48)


 

É de grande importância para a nossa postura psicológica na vida saber que, no centro de nosso ser,somos o poder de saber, que é a Divindade em si mesma, que o conhecimento e a sabedoria ilimitados podem ser trazidos à superfície através do pensamento e intenção corretos, da lealdade e confiança em nossa natureza Superior, e de uma boa medida de audácia. Nós carregamos o fardo de ser “pobres pecadores miseráveis” por tempo o suficiente, e agora é tempo de retomarmos nossa herança e responsabilidade de direito, e começar a agir como os Seres Divinos que somos.


 

Resposta à questão No. 3


 

Seria um erro pensar em um Mestre como um substituto para o Deus das religiões Ocidentais. Desde que o verdadeiro Mestre da Sabedoria é uno com a Lei do Carma, Ele age como um “agente” da Lei, e com essa capacidade pode recompensar os estudantes pelo esforço e devoção, mas estando sob a Lei, Ele não poderia nunca se estabelecer como um juiz, júri e executor sobre outrem. Nem iria um Mestre permitir-se ser capaz de perdoar os pecados de alguém. Isto iria contra todos os ensinamentos que ele apoiou. 


 

Nos primórdios do Movimento Teosófico Moderno, quando H. P. Blavatsky primeiramente introduziu ao Ocidente a idéia da existência dos seres Perfeitos, houveram aqueles que pediram a ela para solicitar aos Mestres favores especiais para eles mesmos, assumindo que estes Grandes Seres tinham o poder e a inclinação a ir contra a Lei e a conceder favores especiais. Ao custo de algumas amizades, isso foi, claro, negado. E pelos anos subseqüentes, a verdadeira natureza e posição dos Mestres têm sido sujeita a intermináveis interpretações errôneas, uma circunstância que tem levado muitos estudantes a interpretações erradas da própria Filosofia. Tem sido sugerido que uma das melhores orientações a este respeito é pensar Neles como nossos Irmãos Mais Velhos, homens como nós, que, pelo seu próprio esforço ao longo de muitas encarnações, Se elevaram à altura da sabedoria e da compaixão muito além da nossa compreensão, mas não além das nossas possibilidades.


 

Mas Eles esperam obediência cega dos Seus pupilos? Certamente se alguém esperasse se tornarpupilo de um dos Mestres, isto seria resultado de uma fé profunda nesse Professor, mas certamente não uma fé cega. A verdadeira fé deve ser o produto do conhecimento, do conhecimento baseado na experiência, no esforço pessoal e nas determinações da nossa própria consciência e percepção. Esta fé e confiança constituiriam uma ligação, do mesmo tipo de ligação que une um aprendiz com o mestre artesão. Sem essa ligação interior não pode haver progresso Espiritual, nem a abertura do canal que leva ao Eu Superior. 


 

Como qualquer outro grande professor, o Mestre sabe que não pode forçar o conhecimento sobre ninguém. Ele deve ser obtido através do esforço auto-induzido e autodesenvolvido, checado pelo Carma; mas isto não impede os Mestres de oferecer toda ajuda possível quando o discípulo percorreu as etapas necessárias. É dito que o Seu trabalho é inspirar através das Suas vidas e de seus Ensinamentos, e sugerir, quando cada esforço tiver sido feito, e ajustar, quando o Carma permitir.


 

Resposta à questão No. 4


 

As vidas dos Grandes Mestres que apareceram ao longo da história parecem demonstrar que a Sua proclamação como “grandes” iria contra a Sua natureza e contra tudo que eles apoiaram. O Sr. Judge sugere que existe uma regra entre as irmandades superiores contra todas as divulgações. Ele afirma em conexão com os Adeptos e discípulos, “Outra regra que o discípulo deve seguir é que nenhuma ostentação poderá ser indulgida em qualquer ocasião, e isto nos dá a regra de que se há um homem que anuncia seus poderes como um Adepto ou ostenta seu progresso nos planos espirituais, nós podemos sempre ter a certeza que ele não é nem um Adepto nem um discípulo...Mas, escondendo-se sob um aspecto exterior que não atrai a atenção existem muitos discípulos verdadeiros no mundo.” (Echoes from the Orient, p. 40.)


 

Um verdadeiro Mestre é reconhecido não pelas Suas declarações, mas pelo Seu trabalho, Seu ensinamento e Sua vida, e pela consistência entre o que Ele ensina e o que vive. É dito que para reconhecer um Mestre alguém deve estar muito próximo de sê-lo, ou deve possuir a visão do tempo e da história para ser capaz de apreciar essa grandeza. Nós reconhecemos Buda, Jesus, Confúcio e outros cujos trabalhos se provaram ao longo dos anos, mas é freqüentemente difícil para nós apreciar a grandeza quando ela está dentro do nosso alcance. 


 

Um outro ponto que a Teosofia coloca é que os Grandes Mestres nunca afirmaram que os Ensinamentos são Sua própria criação, mas sempre apontaram a fonte do Seu conhecimento como sendo Aqueles que vieram antes. Nem H.P. Blavatsky nem o Sr. Judge proclamaram a Teosofia como sendo deles, mas disseram que ela compreende os ensinamentos ancestrais que foram passados para as futuras gerações desde o início dos tempos. “Eles não desejaram honras, não buscaram publicidade e não pediram reconhecimento.” Eles não estão interessados em satisfazer qualquer curiosidade vulgar mas estão contentes em trabalhar nos bastidores com aqueles que podem ver a lógica e a necessidade da Sua existência, e que estão desejosos em trabalhar pela causa da humanidade. 


 

Sempre haverá um número suficiente de “pretensos Adeptos” no mundo. Parece que eles são parte da nossa provação, um teste para a nossa discriminação e para a nossa percepção interior. Muitas vezes o bom senso e a profundidade de compreensão são as nossas melhores provações. Há um antido axioma que diz que a verdadeira sabedoria nunca é vendida. 


 

Resposta à questão No. 5


 

Nós podemos ter ouvido a expressão “Deve haver alguém olhando por nós ou teríamos matado uns aos outros há muito tempo.” E com algumas das forças malignas e verdadeiramente não inteligentes que trabalham no mundo atualmente, nós temos a curiosidade de saber como é que podemos evitar de destruir a nós mesmos. Devem existir no mundo forças para equilibrar, forças que estão do lado da paz e da harmonia, e que trabalham tão diligentemente como aquelas que querem apenas separar e destruir.


 

Sem a doutrina da Reencarnação nós poderíamos ser completamente inconscientes do fato que existem incontáveis indivíduos que, ao longo de muitas vidas, desenvolveram-se em Adeptos e Mestres do “Caminho Direito”, e que não estão mortos. Eles estão vivos e trabalhando no mundo ou nos bastidores pelo benefício da humanidade. Eles ainda são uma parte da humanidade e uma parte do nosso fluxo de evolução, e o Seu constante esforço deve contar como parte do esforço total. Eles não podem e nem iriam contra a Lei do Carma para nos “salvar”, mas não podemos esquecer que Eles são uma parte do nosso Carma e da nossa Evolução. 


 

Em Echoes from the Orient, p. 22, o Sr. Judge cita um Mestre ao dizer:


 

"Nós nunca tencionamos ser capazes de retirar as nações do meio de qualquer crise, apesar da tendência geral das relações cósmicas do mundo. Os ciclos devem completar suas voltas. Períodos de luz e escuridão mental ou moral sucedem-se como o dia à noite. As Yugas principais e secundárias devem ser consumadas de acordo com a ordem estabelecida das coisas. E nós, nascidos em conjunto com a maré poderosa, podemos modificar e direcionar apenas as suas correntes menores. Se nós tivéssemos os poderes do Deus pessoal imaginário, e as leis imutáveis fossem apenas brinquedos para diversão, então, de fato, nós poderíamos ter criado condições que teriam transformado esta terra em um lugar tranqüilo para almas sublimes."


 

De acordo com o Sr. Judge, os Mestres vêm diretamente ao encontro das relações terrenas quando há esta necessidade, em certos períodos ordenados de tempo, “quando o completo desaparecimento da harmonia será seguido da destruição completa caso não seja restaurada.” Isto parece implicar que Eles nos impedem de destruirmos a nós mesmos. Em outros momentos, como agora, Eles fazem os Seus trabalhos nos bastidores, através de agentes que desenvolveram a capacidade de realizar o trabalho. Ele explica que Jacob Boehme era um desses agentes. Na página 110 do Fórum, ele afirma:


 

Ele agia de acordo com isso e escreveu bastante na mesma linha, apesar de com um certo preconceito e tendência cristã e antropomórfica. Ele foi seguido por muitos, e até hoje exerce influência através dos seus livros.Ele era bem ignorante a respeito do caminho do mundo, mas mostrou um grande aprendizado interior. Ele era um sapateiro pobre. Uma vez ele foi entrevistado por um total estranho que disse que ele estava destinado a exercer grande influência, e nunca mais tornou a ver essa pessoa. O Conde St. Martin na França foi outro, assim como o Conde St. Germain, ambos tendo, conforme apresentado em seus escritos, um conhecimento da fonte de suas inspirações, conhecimento este ausente em Boehme...na mesma época havia Swedenborgh, o qual foi um instrumento inconsciente, mas que exerceu grande influência em todas as direções até os dias de hoje. As suas teorias estavam muito avançadas no tempo.


 

Evidentemente existiram, e ainda existem, muitos destes agentes, alguns conscientes da sua missão, outros sem consciência da fonte da sua inspiração, trabalhando no mundo para se contrapor às atividades destrutivas que agora prevalecem. É certamente evidente que Thomas Paine era um dos agentes Deles que podia ver a possibilidade da abertura de uma “Nova Ordem dos Tempos” se iniciando nos Estados Unidos. 


 

Resposta à No. 6


 

A filosofia nos explica que no período inicial do grande ciclo, a Era Dourada, os Deuses (Grandes Professores) vieram e ensinaram à humanidade em sua infância as artes, as ciências e a Irmandade dos homens. Enquanto eles permaneceram como pais e professores a Era Dourada durou e todos os homens sabiam as mesmas verdades e falavam a mesma língua. H. P. Blavatsky diz na Doutrina Secreta I, 341, “...e então havia, durante a juventude da humanidade, uma língua, um conhecimento, uma religião universal, quando não havia igrejas, credos ou seitas, mas cada homem era o pastor de si mesmo.” Mas veio o tempo no qual os homens colocaram seu conhecimento em teste, quando os Deuses partiram e deixaram os homens trabalhar o seu destino, como fazem os pais quando os filhos atingem certa idade. Foi então que alguns começaram a esquecer e a tomar erroneamente formas e aparências por realidade. A superfície aparente começou a moldar as ações dos homens. Raças e religiões se formaram, e o resto é história.


 

A história também nos mostra que esta tendência a romper a verdade ocorreu por diversas vezes após o trabalho de cada Grande Mestre que veio ajudar a humanidade. Em cada caso, estes Adeptos vieram como reformadores e nunca com a intenção de formar uma “nova religião”. O seu trabalho sempre foi o de desvelar e demonstrar a unidade fundamental de uma e de todas as seitas, e promulgar a verdade de que a Alma não tem raça, casta ou cor, e que todos os homens são irmãos. Mas ainda assim, após a sua partida, a mesma coisa aconteceu. Os ensinamentos foram apenas parcialmente entendidos, as idéias se distorceram em muitas direções, de acordo com as convicções e desejos pessoais, e nós temos o que temos hoje, centenas de religiões e seitas. Os ensinamentos originais freqüentemente se tornam irreconhecíveis após uma centena de anos, e outro Mestre precisa vir e nos lembrar a nossa Verdadeira Natureza, nosso Destino e a nossa Unidade com toda a vida.


 

Como é usual, a natureza tem um símbolo que nos ajuda a entender este processo. Na primavera o Sol traz todas as forças da Natureza para formar as folhas que fazem o crescimento e a evolução possíveis. Mas quando o Sol começa a partir e o Inverno chega, a força unificadora na folha é retirada e o processo de desintegração começa. A folha um dia unificada é dividida em centenas de memórias parciais, esperando por outra visita do Sol para acordá-las e uní-las em outra maravilha da vida – a folha. 


 

Mas a natureza tem um outro símbolo que nos parece encaixar ao Movimento Teosófico Moderno. É a árvore perene. Esta árvore não passa pelo ciclo periódico de Primavera e Outono que passam as outras árvores. Ela se renova constantemente, e é por este motivo que ao longo da história esta árvore tem sido o símbolo dos Grandes Seres e da Verdade que Eles trazem.


 

É interessante notar aqui que pela primeira vez na história registrada os ensinamentos de um dos Mensageiros foram mantidos intactos, exatamente como foram apresentados. E o crédito por isso é especificamente de Robert Crosbie, que, vendo o mesmo processo de má interpretação e adulteração ocorrendo com a Sociedade original após as mortes de H. P. Blavatsky e do Sr. Judge, iniciou a United Lodge of Theosophists e reproduziu em edições de fac-símile fotográfico todos os escritos originais dos dois Mestres, assim permitindo ao movimento a constante renovação da vida das obras com a luz dos impulsos iniciais. E mantém-se a esperança e a possibilidade de que, com um número crescente de estudantes sérios, este impulso se estenda através dos séculos que virão. 


 

Resposta à questão No. 7


 

Seria errado pensar que os Mestres partiram para algum retiro na montanha e cessaram Seus esforços em benefício da humanidade. Seus esforços são cíclicos apenas com respeito à forma e ao foco deste esforço. Conforme já mencionado, Eles são parte de nossa família humana e estão aqui em todos os momentos trabalhando nos planos interiores e mais causais, onde Seu trabalho pode ser mais efetivo e duradouro. Mas novamente Eles não podem e não farão o que, em nosso curso de evolução individual, devemos fazer por nós mesmos. O Sr. Crosbie respondeu a essa questão da seguinte maneira:


 

Os Mestres que expressam e cumprem a Lei, não seriam Mestres se pudessem interferir com o crescimento que pode apenas vir das experiências variadas e acumuladas da parte dos indivíduos; mas Eles podem, devido ao seu conhecimento de onde, quando e como agir, permitir que a humanidade se desvie de desastres, se isto for servir para o melhor progresso de todos, e as condições permitirem. Também, tendo o conhecimento e o controle das forças invisíveis da natureza, Eles podem usar este poder para obstruir o curso errado por parte de qualquer pessoa, ou ajudar o progresso na direção certa.(Answers, p. 25) 


 

Há muito que podemos e devemos fazer por nós mesmos, e é preferível que nós façamos as correções às situações difíceis que criamos. Nosso sentido interno de justiça nos diz que somos nós que podemos e devemos eliminar as guerras, crimes e doenças. Ninguém deveria fazê-lo por nós. 


 

E para o nosso trabalho sobre o bem geral o Sr. Judge diz, em Ocean of Theosophy, p. 6: 


 

...alguns trabalhos são apenas desempenhados pelos Mestres, enquanto outros requerem a assistência de companheiros. É o trabalho do Mestre preservar a verdadeira filosofia, mas a ajuda dos companheiros é necessária para redescobri-la e divulgá-la. Mais uma vez os Irmãos Mais Velhos indicaram onde a verdade --- a Teosofia --- pode ser encontrada, e os companheiros por todo o mundo estão engajados em trazê-la à tona e propagá-la. 


 

Dentro de nós existe o poder infinito do Princípio Universal Divino. Nosso próximo passo é corrigir e clarificar as nossas idéias a respeito da nossa verdadeira natureza e da natureza do universo, de modo que este poder possa fluir nos nossos atos e escolhas diárias. Os Professores nos deram os meios e as orientações, e estão prontos e desejosos em mostrar ainda mais, conforme nós demonstrarmos querer ajudar. Falando sobre nossa ajuda no trabalho Deles, nunca é demais repetirque um Deles disse “Oh! para os homens nobres e altruístas homens que nos ajudam a fazer efetivamente o nosso trabalho! Todo o nosso conhecimento, passado e presente, não seria suficiente para recompensá-los.”


 

Resposta à questão No. 8


 

Foi dito que se nós dermos um passo em direção aos Mestres, eles darão dois em nossa direção. É compreensível que Eles não possam fazer mais que nos avisar se estivermos indo em direção oposta ao Seu trabalho. H.P. Blavatsky afirma em seu artigo "Mahatmas and Chelas", "...embora a totalidade da humanidade está dentro da visão mental dos MAHATMAS, não se pode esperar que eles prestem atenção especial a cada ser humano, a menos que um determinado ser chame a atenção deles pelas suas ações especiais. O maior interesse na humanidade, como um todo, é a sua preocupação especial, para a qual eles se identificaram com aquela Alma Universal que toca a humanidade, e aquele que chamar a atenção deles deve fazê-lo através desta Alma que impregna tudo." Os Professores indicaram também que é necessário não apenas conhecimentos, mas uma fé e certeza tanto nos Mestres quanto em nosso Eu Superior, o qual é uma derivação da Alma Universal.


 

Qual é a forma dessa ajuda? Ela vem na forma de inspiração em novas idéias, relacionamentos que ainda não tínhamos reparado, e soluções a problemas estão atrapalhando o nosso progresso. Vem também na forma de sugestões e encorajamentos, e às vezes avisos. Se nós rejeitarmos o acaso ou a coincidência como a causa destes visitantes inesperados, e se estivermos livres dos caprichos do nosso Deus pessoal, então nós chegaremos à conclusão que eles vieram dos Mestres ou de nosso Eu Superior. 


 

Mas como podemos saber se essas idéias inspiradoras vieram realmente dos Mestres ou Adeptos? Uma questão oposta seria, faz alguma diferença se elas vieram de um Mestre ou de nosso Eu Superior? A Teosofia nos ensina que o Eu e os Mestres estão no mesmo plano de consciência, que ambos têm a mesma filosofia, os mesmos propósitos e objetivos. E desde que a maior parte da ajuda está nos planos interiores, seria virtualmente impossível determinar a sua exata fonte. 


 

Além do mais, o conhecimento possuído pelos Mestres, devido à sua própria natureza, não pode ser entregue a um estudante não iniciado, mas o Mestre pode apontar o caminho e o método de modo que ele possa adquiri-lo por si mesmo no curso do tempo.


 

Resposta à questãoNo. 9.


 

Se nós pensarmos cuidadosamente a respeito, veremos que sem a idéia de Adeptos, Irmão Mais Velhos e Mahatmas, fica faltando um elemento vital e necessário para que a filosofia fique coesa.Existiria uma lacuna inexplicável no trabalho lógico da lei da evolução, não haveria condição para a qual evoluir. Em outras palavras, sem a nossa compreensão deste elo necessário da cadeia, nosso conceito de qualquer aspecto da filosofia, Carma, Reencarnação e Evolução estaria fadado a ser errôneo. Além disso, sem a existência Deles não haveria Teosofia ou qualquer das grandes Filosofias que têm inspirado o mundo. 


 

Mas por que a fé nesses Grandes Seres é tão importante para nós individualmente? No seu artigo "Mahatmas as Ideals and Facts", o Sr. Judge afirma, "A ajuda oculta dos Mestres requer um canal tanto quanto qualquer outra ajuda, e o fato dos processos a serem usados estarem ocultos torna ainda mais necessária a existência de um canal. As pessoas na posição de recepção devem tomar parte na construção do canal ou linha para a força agir, porque se não o fizerem eles não poderão dar."


 

Como este canal é construído? De acordo com os ensinamentos ele é formado pela confiança, confiança na Lei, confiança na existência dos Mestres e no Seu desejo e capacidade de ajudar, e confiança na nossa própria capacidade de aprender. A fé constrói uma ponte pela qual a ajuda pode fluir, mas não deve ser uma fé cega. Esta fé deve ser baseada no conhecimento, conhecimento das leis da vida e da nossa própria natureza. É por isto que a Teosofia sempre enfatizou o estudo individual, o estudo da mensagem original.


 

A crença nos Mestres é suficiente para conquistar a salvação? Nós ouvimos muito disso ultimamente, mas a Teosofia diz que apenas a fé não é suficiente. É necessário o conhecimento, o conhecimento fundamentado na intenção altruísta. Os Grandes Mestres encontraram a Sua salvação no trabalho pela humanidade. 

CURSO DE FILOSOFIA ESOTÉRICA

MANAS, A MENTE

A primeira coisa a afirmar é que o cérebro não é a mente. O cérebro é o instrumento físico utilizado pela mente para fazer contato e operar neste plano de matéria. Experimentos de hipnotismo, assim como a nossa compreensão do que ocorre no estados do sono, demonstraram que quando o cérebro está adormecido, ou por alguma razão inoperante, a mente está ativa e consciente o tempo todo, recebendo e reagindo às impressões. A consciência estabelecida nesta mente é a base para o nosso sentimento de identidade de um plano a outro, e ao longo de todas as mudanças cíclicas de nossa evolução. H.P. Blavatsky, falando sobre a mente (ou Manas) diz, (Key, 136fn) “É Manas, então, que é o verdadeiro e encarnado Ego Espiritual, a INDIVIDUALIDADE, e nossas várias e inúmeras personalidades são apenas suas máscaras externas.” Na página 100 ela diz, “Existe apenas um homem real duradouro ao longo do ciclo da vida e imortal na sua essência, se não em forma, e este é Manas, o Homem-mente ou a consciência incorporada.” 


 

Na página 57 do Ocean of Theosophy o Sr. Judge diz:


 

O Ego interior, que reencarna, tomando corpo após corpo, armazenando as impressões vida após vida, ganhando experiência e adicionando-a ao Ego divino, sofrendo e se deleitando ao longo de extensos períodos, é o quinto princípio, Manas, não unido a Buddhi. Ele é a individualidade permanente que dá a cada homem o sentimento de ser ele próprio, e não outra pessoa; aquele que através de todas as mudanças dos dias e das noites, da juventude ao fim da vida nos faz sentir uma identidade ao longo de todo este período;Ele vence as diferenças causadas pelo sono; do mesmo modo, ele vence as diferenças causadas pelo sono da morte. É isto, e não o nosso cérebro, que nos eleva acima do animal. A profundidade e variedade dos espasmos cerebrais do homem são causadas pela presença de Manas, e não são as causas da mente. E quando nos unimos conscientemente, de maneira permanente ou esporádica, à Buddhi, a Alma Espiritual, nós contemplamos o que é ser Deus. 


 

A mente é ao mesmo tempo um poder, um princípio, uma faculdade e os seus frutos. Como um poder, ela é onipresente, por ser a força ativa por trás de todas as manifestações. Como um princípio, ela é a base de toda criação, preservação, destruição e regeneração. Qualquer que seja a ação que ocorra no universo, ela é o trabalho de alguma mente. Como uma faculdade, a Mente é adquirida por cada ser através da experiência, e neste sentido é uma evolução. Num sentido prático, a Mente representa o caráter e as tendências até o momento evoluídas por qualquer ser, a sua capacidade de dar e receber impressões, isto é, agir interna e externamente.A sua mente presente é fruto de todo o Carma passado; é a faculdade por meio da qual ele cria e armazena o Carma futuro em depósitos mentais; é o aspecto subjetivo ou invisível e causal do Carma; é o Carma em si mesmo como o poder energético inerente em cada ser assim como em toda a Natureza.


 

Manas é a ligação entre o lado Espiritual do homem e o lado pessoal ou inferior, tornando possível a ele não apenas aprender das suas experiências passadas no mundo da matéria, mas promover a evolução de todas as vidas que constituem as formas com as quais ele entra em contato e utiliza para a sua experiência. 


 

QUAL É A FONTE DA MENTE?


 

H.P.Blavatsky nos diz que Mahat, ou a Mente Universal, é a fonte de Manas, a mente no homem. Colocado em outras palavras na Doutrina Secreta, Ela afirma, "A Concepção Cósmica focalizada em um princípio ou upadhi (base) resulta na consciência do Ego individual. Sua manifestação varia com o grau de upadhi, por exemplo, através do chamado Manas se origina a Mente-Consciência." (S.D. I, 329fn)


 

Do seu artigo "Synthesis of Occult Science" o Sr. Judge adiciona:


 

...o Manásico, ou elemento mente, com as suas potencialidades cósmicas e infinitas, não é apenas o “instinto” desenvolvido do animal. A Mente é a potencialidade ativa ou latente da Concepção Cósmica, a essência de cada forma, a base para toda lei, a potência de cada princípio no Universo. O pensamento humano é a reflexão ou reprodução, no mundo da consciência humana, destas formas, leis e princípios. 


 

Um dos pontos principais colocados aqui pelo Sr. Judge é que a mente não é o produto de uma evolução a partir do inferior, mas uma involução do superior. Certamente a evolução ocorre, como podemos ver em todas as partes da Natureza. Mas a força e direção desta evolução vêm sempre da natureza Superior ou Egóica. Na Doutrina Secreta nós encontramos (II, 81):


 

Entre o homem e o animal, cujas Mônadas (ou Jivas) são fundamentalmente idênticas, há o abismo intransponível da Mentalidade e da Autoconsciência. O que é a mente humana em seu aspecto superior, de onde ela vem, se ela não é uma porção da essência, e em alguns raros casos de encarnações, a própria essência de um Ser superior: um ser vindo de um plano superior e divino? Pode o homem, um deus na forma animal, ser o produto da Natureza Material apenas pela evolução? Mesmo que o animal, o qual difere do homem na forma externa, mas não pelos materiais de sua constituição física, e é preenchido pela mesma, ainda que não desenvolvida, Mônada, visto que as propriedades intelectuais de ambos diferem com o Sol difere de um vaga-lume? E o que é isto que cria tal diferença, senão que o homem é um animal mais um deus vivo dentro do seu ser?


 

A Teosofia apresenta o processo um tanto quanto misterioso, embora magnífico, pelo qual o inferior é levado a ser superior. É a ascensão das faculdades latentes da mente pela encarnação de seres elevados às mais altamente desenvolvidas formas, e enfrentando a tarefa, convocando e induzindo nessas personalidades o esforço voluntário para voltarem-se à luz do Espírito. Fala sobre esforço e sacrifício, mas como um passo necessário à nossa evolução. É chamada “A Iluminação de Manas”.


 

A ILUMINAÇÃO DE MANAS


 

De maneira consistente com cada processo ou procedimento delineado na doutrina Teosófica, o ensinamento da mente humana é que a inspiração ou a “faísca” que acorda a mente latente vem do lado Espiritual da Natureza, e não do material. Ela afirma que esta vivificação é produzida pela encarnação de Egos que já passaram por esta fase evolutiva em ciclos prévios, deste modo trazendo a luz da mente, conforme lhes foi dado por aqueles que os precederam. Tudo o que conhecemos como evolução começa primeiro com a involução, isto é, o envolvimento de uma inteligênciasuperior em uma forma ou veículo formado por inteligências menos desenvolvidas; o Espírito mergulhando profundamente na matéria para finalmente redimi-la. 


 

Do mesmo modo que nós encarnamos em uma nova forma de vida a cada nascimento, e o modo que “descemos” dos planos superiores em nosso esforço contínuo para inspirar a mente pessoal, houve um momento, bem atrás na historia humana, quando seres sábios (nós mesmos) encarnaram em formas tornadas prontas pela natureza, e assim iluminando a mente latente e iniciando a longa jornada de um outro ciclo de evolução.


 

No Ocean of Theosophy (53), o Sr. Judge coloca da seguinte maneira:


 

O curso da evolução desenvolveu os princípios inferiores e produziu ao final a forma do homem com um cérebro de melhor e mais profunda capacidade que o de qualquer animal. Mas este homem não era homem na mente, e necessitava do quinto princípio, o pensamento, a compreensão, para diferenciá-lo do reino animal e conferir o poder de se tornar autoconsciente...É a ligação entre o Espírito de Deus acima e o pessoal abaixo; foi dado às mônadas sem mente por outros que já haviam passado por todo este processo durante eras e eras anteriores, em outros mundos e sistemas de mundos, e assim vêm de outros períodos evolutivos os quais foram conduzidos e completados muito antes do sistema solar ter se iniciado.


 

Nas Transactions of the Blavatsky Lodge (68), H. P. Blavatsky aponta para o sacrifício realizado por estes Egos no seu esforço em promover a evolução de todas as inteligências abaixo deles. Ela diz:


 

A Doutrina Secreta mostra que os Manasa-Putras ou Egos encarnantes tomaram para si mesmos, de maneira voluntária e consciente, o fardo de todos os pecados futuros das suas personalidades futuras. Por isso é possível ver que não é o Sr. A ou o Sr. B, nem qualquer das personalidades que periodicamente vestem o EGO Auto-Sacrificante, o verdadeiro sofredor, mas na verdade o Cristo dentro de nós. Daí os místicos hindus dizem que o Eu Eterno, ou o Ego... é o “Cocheiro” ou condutor; as personalidades são os passageiros temporários; enquanto que os cavalos são as paixões animais dos homens. É então verdadeira a afirmação que enquanto permanecermos surdos à Voz da nossa Consciência, nós crucificamos o Cristo dentro de nós.


 

O QUE QUER DIZER “MENTE DUAL”?


 

A encarnação das mentes mais avançadas de planos superiores, em formas inferiores ou animais, demanda que exista um princípio que funcione em ambos os planos, que possa perceber e agir tanto no plano do Espírito como no da matéria. Esta ligação ou ponte é a Mente, ou Manas, o raio de luz, ou o caminho pelo qual o progresso e a iluminação são possíveis. Algumas vezes é dito que, na encarnação, a mente se torna dual, mas isto significa que, quando no corpo, ela é chamada a agir e pensar em duas maneiras diferentes, e a partir de duas diferentes motivações – uma Espiritual, impessoal e não egoísta, e outra, animal, passional e egoísta. Nós parecemos ter duas mentes, uma respondendo ao que queremos fazer e outra respondendo ao que sabemos que devemos fazer. Mas é importante lembrar que a mente é basicamente UMA, e sem esta unidade não pode haver contato nem ajuda dos planos Superiores. Falando do Ego humano, H.P. Blavatsky diz no Key (184):


 

Esta é certamente uma Entidade Espiritual, não Matéria, e tais Entidades são os EGOS encarnados que preenchem o punhado de matéria animal chamada humanidade, e cujos nomes são Manasa, ou “Mentes”. Mas uma vez aprisionados, ou encarnados, a sua essência se torna dual; isto é, os raios da Mente divina eterna, considerados como entidades individuais, assumem um atributo duplo, o qual é (a) a sua característica inerente essencial, de mente aspirante ao céu, e (b) a qualidade humana do pensamento, ou cogitação animal, que racionaliza possuir a superioridade do cérebro humano, a tendência Kama ou Manas inferior. Uma gravita em direção a Buddhi, e a outra tende para baixo, para o lugar das paixões e desejos animais. 


 

Falando de Manas, no Ocean, o Sr. Judge coloca:


 

Sua natureza se torna dual tão logo ela é anexada ao corpo. O cérebro humano é um organismo superior e Manas o utiliza para raciocinar das premissas às conclusões. Isto também diferencia o homem dos animais, uma vez que os animais agem a partir de impulsos automáticos e instintivos, enquanto o homem utiliza a razão. Este é o aspecto inferior do Pensador ou de Manas, e não é, como alguns supõem, o maior e mais elevado dom oferecido ao homem. O seu outro aspecto, e na Teosofia é considerado mais elevado, é o intuitivo, o qual sabe e não depende da razão. O princípio inferior e puramente intelectual é muito próximo ao princípio do Desejo, e assim se distingue do seu outro aspecto que tem mais afinidade com os princípios espirituais previamente mencionados. Se o Pensador, então, torna-se inteiramente intelectual, toda a sua natureza começa a tender ao inferior; pois o intelecto por si só é frio, sem emoções, e egoísta, pois não é iluminado pelos dois outros princípios de Buddhi e Atma. (p.54)


 

Como o homem é consciente em apenas um plano a um dado momento, nos podemos entender que enquanto operamos neste plano, devemos enxergar pelos olhos da mente inferior. Nós também devemos entender que fazemos isso de bom grado, não apenas para ganharmos percepção e força, mas para treinar e orientar a personalidade a clarificar suas percepções, para impessoalizar as suas motivações, e para ajudá-la a se elevar ao status da sua mãe, sua verdadeira natureza interior. 


 

A mente pessoal, aquela que utilizamos para entrar em contato com a vida neste plano, não precisa sempre ser “inferior”. Através do estudo e do trabalho, nós podemos modificar suas atitudes e hábitos de pensamento, dar-lhe uma nova base para o pensamento e elevá-la à condição na qual ela vibrará em harmonia com a Mente Superior ou Egóica. Esta é a condição daqueles que chamamos de Adeptos ou Mestres. Eles têm a capacidade de operar neste ou em qualquer plano com a visão, a compreensão e a compaixão da Mente Superior. A razão pela qual nós, os Manasa-Putras ou Egos Encarnados, tomamos a responsabilidade voluntária das provas e problemas das nossas personalidades futuras é porque temos a possibilidade de trazer as Mentes Inferior e Superior juntas novamente, e assim espiritualizar aquela porção de Vida que nos é relacionada. Nós teremos um ganho imensurável com a experiência, e teremos ajudado nossos irmãos mais novos a subir a escada.


 

QUAIS SÃO OS PODERES DA MENTE?


 

Potencialmente, os poderes da mente são ilimitados. Cada mente humana é aquele aspecto ou grau da Mente Universal que nós como indivíduos podemos acessar diretamente. Atualmente estes poderes estão limitados pelo nosso Carma individual e coletivo, pelo nosso estado de consciência, e principalmente pelas idéias que sustentamos a respeito do nosso eu e do eu coletivo. Estes poderes adormecidos, entretanto, estão todos disponíveis a nós desde que tomemos as medidas adequadas para despertá-los.


 

A mente inferior tem o seu funcionamento normal e adequado na economia humana. Ela é o canal ou instrumento necessário e único pelo qual a Mente Superior pode entrar em contato com este plano de percepção. Ela é o poder de interpretar as sensações e avaliar as impressões; ela é a capacidade de mover, unir as lacunas de espaço, a faculdade de raciocinar das premissas às conclusões. Esta capacidade de mover, unir as lacunas de espaço e tempo é uma de suas mais valiosas capacidades, e é, talvez, o ponto de partida para a percepção mais abrangente da Mente Superior.


 

Nossa mente apresenta cinco grandes aspectos: Pensamento, Vontade, Sentimento, Memória e Imaginação. A sua presença e unidade em qualquer ser constitui a sua consciência e inteligência. No homem, estas características são percebidas como distintas dos objetos nos quais elas são direcionadas, e pelos quais elas são incitadas a agir. Esta percepção reflexiva é a autoconsciência. Seres abaixo do homem na escala evolutiva não podem refletir antes de agir porque eles ainda são incapazes de distinguir Mente de Objeto, e assim, são completamente identificados com as qualidades de sensação ou características geradas pela sucessão de objetos contatados. Mas no homem o uso reflexivo da Mente é real, ainda que longe de ser completo. Cada homem é capaz de refletir e escolher antes de se comprometer a realizar uma ação --- ver as conseqüências antes de estabelecer as causas. Estas faculdades distinguem a mente como criadora do Universo. São necessários pensamento, vontade, sentimento, memória e imaginação para produzir o plano e colocar as engrenagens em movimento para produzir qualquer coisa, seja ideal ou física.


 

Ao falar do poder do intelecto, ou sabedoria real quando colocada sob controle das condições materiais, H. P. Blavatsky lista na Secret Doctrine(I, 292):


 

(a) O poder da mente em interpretar as nossas sensações. (b) O seu poder em lembrar idéias passadas e produzir expectativas futuras. (c) O seu poder conforme é exibido no que os psicólogos chamam “leis de associação”, o qual permite que ela forme conexões persistentes entre vários grupos de sensações e possibilidades de sensações, e assim gerar a idéia ou noção de um objeto externo. (d) O seu poder em conectar nossas idéias com a ligação misteriosa da memória, e assim gerar a noção do eu ou individualidade; algumas das suas manifestações, quando liberadas das amarras da matéria são: clarividência e psicometria.


 

Uma vez que as nossas crenças materialistas atuais e nosso estado de consciência impõem as restrições de tempo e espaço em nossas mentes, segue que, quando pudermos passar além destas limitações, a mente estará livre para operar e perceber a grandes distâncias tanto no tempo como no espaço. E quando a ilusão da realidade da matéria for superada, a mente será capaz de ver além da superfície, para o lado causal da vida, para o lado Espiritual daquilo que nós vemos agora como formas. Os poderes da mente são limitados apenas pelas idéias que nós aceitamos como verdade. 


 

A Voice of the Silence diz, “A Mente é como um espelho; ela acumula poeira enquanto reflete. Ela necessita da brisa suave da Sabedoria da Alma para retirar a poeira das nossas ilusões. Busque, Ó iniciante, unir a Mente à Alma.”


 

O QUE LIMITA O NOSSO USO DESTES PODERES SUPERIORES?


 

Foi afirmado anteriormente que na encarnação o Ego ENVOLVE a si mesmo com a forma pessoal em DESENVOLVIMENTO através da concessão à mente com o que é chamado eu inferior, para o propósito de ligar e acordá-lo para a sua verdadeira natureza e potencial. Para realizar isto, a personalidade assim formada deve seguir a “sua cabeça”. Certa autoridade e liberdade de escolha devem ser delegadas à consciência, assim como um governante dá autoridade aos seus ministros --- tudo com a esperança de trazer à superfície o julgamento e a vontade latentes. A dificuldade surge quando Manas inferior se torna subjugado aos sentidos e à natureza desejosa, e o Ego Interior é incapaz de atrair a atenção do inferior --- e conseqüentemente incapaz de exercer qualquer influência. Sem a ajuda contínua dos Mestres, esta tendência descendente iria continuar, e infinitas encarnações estariam perdidas. Por sorte Eles estão sempre aqui nos lembrando e incendiando nossas memórias interiores do que nós somos.


 

Falando a respeito de Manas Inferior, o Sr. Judge afirma:


 

Ela interfere com a ação de Manas Superior porque neste exato ponto da evolução, o Desejo e todos os poderes correspondentes, faculdades e sentidos são os mais altamente desenvolvidos, e assim obscurecem, aparentemente, a luz branca do lado espiritual de Manas. Ela é colorida por cada objeto apresentado a ela, seja um objeto pensamento ou material. Isto quer dizer que Manas Inferior, operando através do cérebro, é imediatamente alterada para a forma e outras características de cada objeto, mental ou material. Isto faz com que ela apresente quatro peculiaridades: primeiro, mover-se rapidamente de qualquer ponto, mental ou material; segundo, mover-se para algum pensamento ou idéia prazerosa; terceiro, mover-se para uma idéia ou pensamento desagradável; quarto, permanecer passiva e considerar o fracasso. O primeiro é devido à memória e ao movimento natural de Manas; o segundo e o terceiro são devidos apenas à memória; o quarto significa o adormecimento quando não anormal, e a tendência à insanidade quando a anormalidade está presente. Estas características mentais, todas pertencentes à Manas Inferior, são aquelas que, com a ajuda de Buddhi e Atma, Manas Superior deve lutar e conquistar. Manas Superior, se capaz de atuar, se torna o que algumas vezes são chamados Gênios; se completamente dominada, então a pessoa pode se tornar um deus. (Ocean, p.56)


 

No Bhagavad-Gita, Krishna, o Professor Espiritual, expressa a mesma idéia ao dizer, “Aquele que serve às inclinações dos sentidos, neles coloca a sua preocupação; desta preocupação é criada a paixão, da paixão a raiva, da raiva é produzida a desilusão, a desilusão produz a perda da memória, depois a perda da discriminação, e então se perdeu tudo! (p.19)


 

O apego às coisas do mundo material é produzido pela memória, através dos sentimentos (medos, preconceitos, desejos, etc.) e também através do nosso pensamento. O Sr. Crosbie afirma, “A barreira para cada homem não está na memória, mas nas falsas idéias sobre a vida, de acordo com as quais ele age.” E na sua obra “Notes on the Bhagavad-Gita”, ele afirma, “O homem, feito de pensamento, apenas ocupante de muitos corpos ao longo do tempo, está eternamente pensando. Suas correntes estão no pensamento, e sua liberdade em nenhum outro lugar além deste.” (p. 141)


 

As idéias são coisas vivas, usualmente alimentadas e mantidas vivas pelos nossos sentimentos. Elas carregam visão clara ou erros. E desde que nós não podemos manter duas idéias opostas sobre o mesmo assunto ao mesmo tempo, segue que um conceito errôneo pode agir como um muro de pedra, mantendo a sempre pronta ajuda longe de nós.


 

O QUE GOVERNA A MENTE?


 

Um Mestre certa vez escreveu, “Platão estava certo: as idéias regem o mundo.” E a Teosofia adiciona que as idéias também governam a mente, o plano de ação real. As idéias controlam a nossa mente e a mente coletiva das raças, nações e culturas. Buda abre o Dhammapada com a afirmação, “Tudo o que somos é o resultado do que pensamos: tudo o que somos está fundamentado e é formado em nossos pensamentos.” O Sr. Crosbie, em sua seção da Notes on the Bhagavad-Gita (p. 161), expressa a idéia da seguinte forma:


 

Nós não podemos deixar de perceber que agimos de acordo com as idéias que mantemos sobre a vida; que o que nós chamamos “nossa mente” é um número de idéias mantidas por nós como a base para o pensamento e a ação; que nós mudamos as idéias de tempo em tempo, quando identificamos ocasião para tal; mas a todo o momento nós agimos com base nas idéias presentemente mantidas. As diferenças entre os seres humanos são devidas às idéias, falsas, imperfeitas ou verdadeiras, que formam a base do pensamento e da ação. 


 

Além disso, muitos de nós abrigamos idéias e pensamentos os quais estamos muito pouco conscientes --- idéias que aceitamos dos nossos pais, professores, autoridades de um tipo ou de outro --- idéias que nós nunca cogitamos ser necessário examinar criticamente. Conseqüentemente, essas idéias ou conceitos continuam a exercer uma influência insidiosa e poderosa em cada escolha que fazemos. Freqüentemente, são os importantes conceitos de Divindade, Lei, da natureza do homem e seu destino que se mantém não questionados; e como estas são idéias fundamentais, elas afetam e dão cor à nossa percepção em todas as direções. As idéias fundamentais são, é claro, aquelas que permanecem como base, fundação para todas as outras idéias, todo o pensar.


 

O Sr. Judge uma vez afirmou, “Cada pensamento deixa uma semente na mente ou manas do pensador, não importa quão fugaz o pensamento foi. A soma completa destas pequenas sementes irá formar uma semente maior de pensamento, e assim constituir o homem com este, aquele ou outro caráter geral.”


 

Nós devemos adicionar aqui que o desejo desempenha um grande papel na formação de nossa base de idéias, nossa “Instituição” mental, aquelas idéias que formam a nossa mente atuante. Nós nos apegamos a essas idéias através do medo e do desejo, assim como pela ignorância e preguiça. Essas idéias precisam ser avaliadas e testadas, testadas quanto à sua veracidade, sua origem, e pelo seu verdadeiro senso comum. As idéias governam a nossa mente, mas nós podemos e devemos decidir quais idéias vamos instalar na nossa “máquina de pensar”. Não é difícil aceitar a idéia de que se nós não governarmos nossas mentes, alguém ou alguma outra coisa o fará.


 

É através do esforço deliberado da vontade que nós iremos testar e extirpar algumas daquelas idéias cultivadas, idéias que nós nunca realmente encaramos, e começaremos a nossa busca pelas idéias verdadeiras nos campos da justiça e da harmonia. Nós não somos aquelas idéias, e temos o poder de escolher, de fazer mudanças; e nós temos a percepção interna para conhecer a verdade quando a ouvimos e estamos desejosos de encontrá-la. Esta é certamente a nossa responsabilidade. 


 

Falando a respeito do poder das idéias, tanto H. P. Blavatsky quanto o Sr. Judge ofereceram algumas idéias provocativas ao pensamento. Blavatsky afirma na Key:


 

O ponto chave é arrancar pela raiz aquela mais fértil fonte de todo o crime e imoralidade ??? a crença de que é possível a eles (as massas) escapar das conseqüências das suas próprias atitudes. Uma vez ensinado a eles as maiores de todas as leis, Carma e Reencarnação, e, além de sentirem neles mesmos a verdadeira dignidade da natureza humana, eles sairão da maldade e a evitarão como se sentissem uma dor física. (p. 248)


 

O Sr. Judge coloca o seguinte sobre o poder das idéias Fundamentais: 


 

Há um poder misterioso nestas doutrinas de carma e reencarnação que finalmente os força a enfrentar as crenças de quem as toma por estudo. Isso ocorre devido ao fato de que o ego por si só é o experimentador do renascimento e do carma, e tem dentro de si uma clara recordação de ambos, e se regozija, por assim dizer, quando descobre que a mente inferior está partindo para o seu estudo. ("Theosophical Study and Work")


 

A própria estrutura da Teosofia sugere um método de treinamento e clarificação de nossa mente que pode elevá-la a um nível de maior serviço a nós. Tanto Platão como a Doutrina Secreta recomendam que nós comecemos a pensar sobre as idéias fundamentais ou universais, as idéias eternas de divindade, do homem e seu destino. Eles sugerem que pela aplicação destas verdades em todas as direções, a todos os problemas e percepções, nós seremos aptos a penetrar em qualquer mistério. 


 

O QUE CONSTITUI A EVOLUÇÃO OU O CRESCIMENTO DA MENTE?


 

A evolução da mente humana é a evolução da sua compreensão das verdades eternas, da verdade a respeito da vida, da realização prática da Consciência de Todos. E conforme nossa compreensão aumenta, nossa percepção se torna mais clara e os instrumentos que usamos se tornam mais precisos e mais penetrantes. Em Answers to Questions on the Ocean of Theosophy p. 108, encontra-se a passagem:


 

O Percebedor tem o poder de perceber e aumentar a sua faixa de percepções. Seu poder de perceber não é modificado por qualquer percepção adquirida; ele pode sempre continuar a aumentar seu campo de percepções. Conforme suas percepções aumentam de alcance, ele desenvolve um instrumento melhor através do qual pode dar e receber impressões. Uma Inteligência sempre crescente e a melhoria contínua de forma constituem a evolução.


 

Nós todos temos no íntimo de nosso ser aquele poder ilimitado de conhecer, e temos a capacidade e a responsabilidade de escolher em cada momento de nossas vidas. Nós, sozinhos, somos responsáveis pela natureza e pela constituição de nossas mentes, porque mesmo o menor dos seus pensamentos significa um rearranjo da morada da alma, e, uma visão mais clara do seu destino, ou um espessamento das cortinas que escondem a sua luz. Cada estágio da evolução é uma expressão do modo pelo qual a consciência está pensando sobre si mesma. Como, então, estamos pensando de nós mesmos, se nós somos esta consciência? Não há impotência que não seja produzida pelo pensamento, não existe limitação que não seja autocriada, opacidade de ambiente que não seja auto-induzida pelos nossos poderes mágicos sobre os átomos da matéria que forma tal ambiente.


 

É importante perceber que nós não seríamos aptos a reconhecer as Grandes Verdades Espirituais se não tivéssemos semelhanças com estas verdades em alguma parte da nossa natureza interior. Em "Answers to Questions" o Sr. Judge coloca, “Deve haver dentro do homem algo que ele já saiba, que salte aos olhos quando ele realiza buscas em seus livros de sabedoria; uma coisa pré-existente, que precisa apenas da experiência de vida ou da confirmação dos livros.” E Platão sustentava que a mente do homem tem dentro de si uma natureza familiar à da Divindade, e é capaz de contemplar as realidades eternas. Nós temos a verdade dentro de nós. Mas nós temos que provar a nós mesmos na prática aqui, nesta encarnação. Este é o único lugar ou condição pela qual o progresso pode ser realizado.


 

Tudo isso realça a importância de checar e avaliar as idéias que temos em nossa bagagem --- aquelas que estão evidentes e também as que ficam escondidas porém estão ativas pelo seu sentido. Também salienta a importância do estudo, o estudo dos ensinamentos Daqueles que foram adiante no caminho da evolução e estão sempre prontos a nos orientar e ajudar. Estes são certamente de suma importância a qualquer um que esteja seriamente empenhado no seu progresso. Mas o Sr. Judge aponta para uma prática que é ainda mais importante que essas. Ele afirma, em seu artigo “The Power to Know”:


 

O poder de conhecer não vem do estudo dos livros, nem apenas da filosofia, mas em sua maior parte da prática verdadeira do altruísmo em ações, palavras e pensamentos; pois esta prática purifica as vestes da alma, e permite que a luz brilhe na direção da mente cerebral. Como a mente cerebral é a receptora no estado de vigília, ela precisa ser purificada pela percepção dos sentidos, e a maneira mais verdadeira de se fazer isso é pela combinação da filosofia com a mais elevada virtude interior e exterior. 


 

QUAL É A FONTE DA MENTE NA NATUREZA?


 

Com o grande número de livros e programas sobre Natureza que temos hoje em dia, é fácil perceber que existe uma vasta e quase mágica inteligência na Natureza. Mas qual é a fonte desta inteligência, e quais são as leis que a orientam e distribuem? Esta inteligência é a mesma do homem? A abelha treina e melhora a sua mente como nós o fazemos? E a folha, o cristal, a pele ou o olho? Qual é a fonte da quase inacreditável inteligência aqui? Todas essas são partes da Natureza, e todas exibem os poderes da mente em suas ações e reações. Por que uma folha tem praticamente a mesma inteligência da outra folha, e ainda assim tão diversa daquela que existe no pássaro que pousa no galho? 


 

A Teosofia oferece várias idéias interessantes sobre este assunto --- idéias que ajudam a explicar muitos dos mistérios que nos rodeiam na Grande Natureza. Como base, ela afirma que todas as formas, não importa onde, são materializações de algum aspecto da Mente Universal. Ela afirma que a soma total da inteligência em qualquer período de manifestação é o desdobramento ou o re-aparecimento daquilo que foi criado em períodos anteriores de manifestação, mais tudo o que o homem adicionou no presente período. Ela ainda coloca que os vários reinos e espécies dentro dos reinos são guiados e regidos pelas inteligências hierárquicas que realizam e cumprem as leis da evolução --- sempre dentro da Lei do Carma. Na Doutrina Secreta encontramos a colocação: (I, 277) 


 

A ordem total da natureza revela uma marcha progressiva em direção à vida superior. Há planejamento na ação das aparentemente ocultas forças. O processo global de evolução, que é a adaptação contínua, representa uma prova disso. As leis imutáveis que eliminam as espécies mais fracas e frágeis, para dar espaço aos mais fortes, e que asseguram a sobrevivência do “mais forte”, embora cruel em sua ação mais imediata, estão todas trabalhando para o grande fim. O próprio fato que as adaptações realmente ocorrem, que o mais adaptado realmente sobrevive na luta pela existência, mostra que o que é chamado de “Natureza inconsciente” é, na verdade, uma agregação de forças manipuladas por seres semi-inteligentes (Elementais), orientados pelos Altos Espíritos Planetários, (Dhyan Chohans), cujo agregado coletivo forma o verbo manifestado do LOGOS imanifestado, e constitui, ao mesmo tempo, a MENTE do Universo e sua LEI imutável.


 

No início de cada período de manifestação, a onda-vida desce a escada da condensação, vestindo a si mesma com as formas compatíveis com os estados de consciência progressivos, e forma-se com o material dos planos associados. É através da operação em uma forma que expressa algum aspecto da Mente Universal que as vidas inferiores realizam a sua evolução.


 

Conforme nós aprendemos nas páginas anteriores, toda a inteligência que nós vemos exibida em manifestação deve ser o resultado do esforço realizado por seres autoconscientes, escolhedores, enquanto agindo dentro e com aquilo que nós chamamos Natureza. Esta inteligência não ocorre simplesmente, nem é enviada por algum Ser supremo. Nos foi ensinado que todos os processos da Grande Natureza podem ser encontrados no corpo humano, e, como as “vidas” da Natureza passam por nossos corpos, realizando estas funções, elas são afetadas por nossos pensamentos e ações. Na Doutrina Secreta, H. P. Blavatsky afirma que, “O homem era o depósito, aparentemente, de todas as sementes da vida neste Ciclo, tanto vegetal como animal. Seu embrião, Ela afirma, contém em si a totalidade dos reinos da natureza.


 

O que vemos externamente é um panorama estendido de cada função, e consolida que nós temos as “sementes” disso em nosso instrumento. O que nós fazemos com este instrumento, como nós o tratamos ou treinamos, irá determinar o que receberemos de volta para trabalhar com e para em alguma era ou sistema futuro. A Grande Natureza é um espelho vivo no qual nós podemos ver a nós mesmos e nossos trabalhos. Os ecologistas nos dizem que somos responsáveis por todos os desertos do mundo. A cada ano surgem novas doenças. A Natureza está nos dizendo algo, se formos capazes de ouvir.


 

A Teosofia oferece a tão necessária explicação do porque cada pássaro de uma espécie sabe o que todos os outros sabem, e porque a formiga, e a folha e a borboleta nascem com toda a inteligência necessária à sua sobrevivência. Em Isis Unveiled, H. P. Blavatsky coloca, “Este instinto dos animais, que agem do momento de seu nascimento, cada um nos limites prescritos a ele pela natureza, e que sabem como...cuidar de si mesmo precisamente --- este instinto pode, em uma definição mais exata, ser chamado automático; mas é preciso haver, ou dentro do animal que o possui, ou fora, a inteligência de alguém ou alguma coisa que o guia.” Cada reino, assim como cada espécie, é “preenchido” pelo que tem sido chamado de consciência do reino, uma inteligência hierárquica que fornece o instinto que orienta o grupo todo, e gradualmente conduz a força da vida nele para a sua ascensão evolutiva.


 

A força ou onda de vida passa de um reino a outro, expressando mais e mais a inteligência que foi ganha da Mente Universal, até que mostre a forma que é apropriada à encarnação do homem (a maior em qualquer período de manifestação), o Ego Reencarnante. Neste ponto, o homem assume o comando o ou abuso da Natureza, e monta o palco para o próximo grande período de manifestação. Mas é um engano pensar que estamos sozinhos nesta tarefa. E imaginamos como poderíamos fazer isso se não fosse pela ajuda dos Irmãos Mais Velhos, que ainda são uma parte da humanidade, e que estão sempre prontos a nos ajudar a sair dos buracos que cavamos para nós mesmos.

Questões sobre Manas – a Mente

1 – Nós herdamos nossas mentes dos nossos pais? Dê suas razoes. 

 

2 – Nós sabemos quão importantes são a lógica e o raciocínio em nosso pensar, e que a capacidade de usar a razão nos eleva acima do reino animal. A razão é a mais elevada faculdade da mente? Explique.
 

3 – Se a mente humana é um aspecto da Mente Universal, quais os limites para o uso desta sabedoria, a sabedoria acumulada das eras? Explique.
 

4 – Os filósofos sugerem, e nós provavelmente temos consciência, que alguns pensamentos são muito mais poderosos que outros. Você pode oferecer razões do porque alguns têm este poder inerente de condução e outros não?
 

5 – Filósofos, Psicólogos, Ecologistas e Educadores todos concordam que a concentração é de grande valor em qualquer coisa que estejamos fazendo. Quem ou o que produz esta concentração? O que é que se torna concentrado? Explique suas respostas.
 

6 – Se você, um estudante de Teosofia, fosse encarregado de uma escola, como você treinaria e exercitaria as mentes dos seus estudantes?
 

7 – Uma vez que tenhamos entrado em contato com a Teosofia, começamos a perceber que temos várias idéias e sentimentos em nossas mentes com uma relativa tenacidade, o que nos levou a aceitá-los sem questionamentos. Na tentativa de expulsar estes inquilinos, quais permanecem mais profundos? Quais têm mais poder? Quais são mais fundamentais?
 

8 – A Filosofia indica que a Mente Superior, o Ego Reencarnante, é praticamente um Deus. Ainda assim, na maioria das vezes nós percebemos que somos mais escravos que mestres da nossa mente inferior. Por que isso ocorre?
 

9 – Na Notes on the Bhagavad-Gita, encontramos que a mente é “um número de idéias mantidas por nós como uma base para o pensamento e a ação.” Se nós decidirmos melhorar a qualidade da nossa mente, que tipo de idéias estaríamos em busca? Qual é constituição da mente ideal?
 

10 -O que acontece com a mente na morte? Ela se desintegra como acontece com o corpo?


 

Existe muito escrito sobre a mente na literatura. Muitos artigos foram escritos por Blavatsky, Judge e Crosbie, que podem ser encontrados tanto individualmente como em volumes recentemente publicados que os reúnem. 


 

Existem alguns pontos fascinantes publicados sobre o nosso pensar nas Notes on the Bhagavad-Gita, e, é claro, para o estudante mais ambicioso, o Patanjali's Yoga Aphorisms é uma recompensadora fonte de “estudos para toda a vida”. 


 

Para os aspectos básicos de Manas, a mente do homem, não há nada melhor que Ocean of Theosophy, por Wm. Q. Judge, e a Answers to Questions on the Ocean of Theosophy.
 

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Tradução: Marcelo Pagliarussi (marcelo@nit.ufscar.br)
 

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