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Módulo 3 Mestres - A Fonte da Teosofia
Esta página contém: Respostas às questões apresentadas no Tópico 2 – Carma Material sobre o Módulo 3: Os Mestres – A Fonte da Teosofia Questões sobre Módulo 3: Os Mestres – A Fonte da Teosofia
Resposta à questão n.º 1 É óbvio que certas características, aprendizados e peculiaridades pareçam ser transmitidos dos pais aos filhos, e sempre na linha de descendência, mas um olhar mais atento pode revelar a existência de muito exemplos que fogem à regra. As dificuldades surgem quando a questão da responsabilidade vem à tona. Como pode um indivíduo ser responsabilizado por tais inclinações quando ele pode nem saber de qual ancestral ele supostamente as herdou? Com as teorias vigentes atualmente seria impossível dar uma resposta satisfatória a esta questão, e a hereditariedade irá permanecer um quebra cabeças enquanto as leis da Reencarnação e do Carma não forem levadas em consideração. Nós herdamos através de nossos pais, mas a partir de nós mesmos. A hereditariedade não é a causa dos vícios e virtudes, mas apenas um meio ou instrumento através do qual cada Ego irá encontrar os resultados das suas ações passadas. Ela é um dos meios através do qual o Carma age. O Sr. Judge afirmou "Alguns clamam que a hereditariedade invalida a reencarnação. A Teosofia a clama como prova." Ele oferece ainda as explicações: A transmissão de traços e tendências por meio do parentesco e do corpo é exatamente o modo selecionado pela natureza, para oferecer ao Ego em processo de encarnação, a morada adequada na qual ele pode conduzir seu trabalho. (Ocean of Theosophy, p. 73) Eu quero dizer que um conjunto dos nossos Carmas passados exaure a si mesmo através do nosso lançamento, na presente encarnação, entre uma nação ou raça particular, enquanto um outro conjunto nos lança a uma determinada família; um terceiro conjunto serve para nos diferenciar ou individualizar de todos os outros membros da nação ou família. A menos que observemos estas diferenças a partir deste ponto de vista, o Carma sempre nos parecerá um enigma, um problema de solução muito difícil, um mistério, em resumo, por que uma criança nascida em uma família, apesar de compartilhar características em comum com os outros membros, ainda assim difere tanto deles? (Artigo, "Living the Higher Life").Resposta à questão n.º 2 De acordo com a Doutrina Secreta II, 305 "O Carma não cria nem planeja nada. É o homem que planeja e cria causas, e a Lei Cármica ajusta os efeitos; este ajustamento não é um ato, mas uma harmonia universal tendendo sempre a restaurar a posição original, como um galho o qual, forçado para baixo, retorna com o correspondente vigor." Nosso Carma nos oferece um instrumento e nos impõe certas limitações que nós construímos em nossas vidas passadas; mas ele não escolhe nem pode escolher o que nós iremos fazer com esse instrumento e com essas limitações. O homem é um escolhedor, está eternamente escolhendo e é o resultado das suas escolhas. O poder de escolher é característica central da vida em si mesma e é limitado apenas pelas nossas escolhas errôneas. O Sr. Crosby afirma, "Nós cometemos um erro ao pensar que ‘forças’ fazem qualquer coisa por si mesmas. A inteligência, movida de maneira correta ou incorreta é a grande atriz e nós somos a nossa inteligência." Se a nossa inteligência não é utilizada maneira correta nós construímos limitações e tendências habituais que parecem nos forçar nesta ou naquela direção, mas a qualquer momento nós temos o poder de escolher e a sabedoria interior, que nos ajuda a encontrar nosso caminho fora da teia de acasos que criamos para nós mesmos. Por sorte, nós temos a lei do Carma a qual nos assegura que, não importa quais as circunstâncias presentes, nós podemos, com certeza e precisão, construir o futuro de nossa escolha. Se olharmos pelo lado positivo, nada poderia ser mais encorajador do que saber que os nossos desejos estão todos dentro dos nossos poderes, e tudo aquilo que plantarmos estará lá para ser colhido. Com este conhecimento, o homem pode ousar viver uma vida de benefício para todos os seres. Resposta à questão n.º 3 Muitas vezes nos acontecem coisas que parecem não ter explicação lógica, mas isto não interrompe nosso trabalho rotineiro de buscar uma causa. Nós instintivamente sabemos que não pode haver um efeito sem uma causa. Este é modo como as coisas são na vida e em algum lugar deve haver uma resposta. E além disso, nós nos sentimos que deve haver uma razão pela qual as coisas acontecem, e por que elas acontecem para nós? Nosso instinto nos diz que há uma questão de justiça ou injustiça envolvida. A religião ocidental, após destruir a crença na preexistência da alma, impedindo assim uma compreensão lógica é completa da lei do Carma, ofereceu como resposta substituta para as ações que parecem ocorrer fora dessa lei, as idéias do milagre e da intervenção divina, apoiadas com a dispensa e absolvição especial. A ciência por outro lado, mostrou alguma indiferença na existência da lei do Carma, através da aceitação do acaso e do acidente como causas para o que não pode ser explicado. E quando pressionada por alguma resposta justa ou ética, sempre colocou a culpa na "vontade de Deus". A Teosofia, ao despertar nosso conhecimento interior sobre a reencarnação e o carma, oferece não apenas uma resposta lógica, mas justa e ética à questão. Nada pode existir fora da Lei. O universo é infinito e nada pode existir "fora" ou separado dele. Mesmo quando nós não vemos imediatamente a causa de um acontecimento, a lei universal nos assegura que não apenas existe uma causa em um determinado tempo, mas a causa é conectada a aquele que está sentindo seus efeitos. Na porção mais interior do homem existe um senso de justiça e isso explica por que esta lei do Carma tem encontrado aceitação ampla e imediata no ocidente. Nas tradições de cada civilização existem grandes professores e líderes que desempenharam o que foram chamados "milagres" mas eles não se atribuíram poderes miraculosos ou além da lei. Jesus prometeu aos seus discípulos o conhecimento o qual confere ao homem o poder de produzir maravilhas muito maiores do que ele jamais foi capaz de fazer; isso implica que existem leis e poderes profundo e ainda não descobertos que irão explicar os milagres. Uma das etapas do nosso progresso interior deve ser o conhecimento e a compreensão deste milagre, acaso e lei não podem operar no mesmo universo. O acaso e elimina lei, e a lei elimina tanto o acaso quanto milagre. Por sorte nós não estamos à mercê dessas duas forças imprevisíveis, as quais são ditas fora do nosso controle. A lei do Carma nos assegura que estamos no controle de nosso destino. Resposta à questão n.º 4 Desde a reapresentação da Teosofia, no último século, muitos eventos ocorreram oferecendo evidências da proposição de que os pensamentos e ações de um homem têm um grande efeito sobre a natureza. Está se tornando igualmente evidente que a natureza não tem escolha a não ser retornar os atos exatos em semelhanças, assim exercendo um "controle" sobre nós, embora este seja um controle que nós mesmos forjamos. A necessidade e o crescente interesse na ecologia nos trouxeram os fatos de que os desertos, as tempestades de areia, as enchentes, a poluição do ar e da água não são causadas pelo diabo, pelo acaso ou por outras forças externas malevolentes, mas são o resultado direto das nossas próprias ações. Muitos desses casos podem ser chamados "carma rápido", quando nós percebemos imediatamente os resultados da ganância de Egoísmo. Outro ponto que nós devemos ter consciência é que todos materiais que passam através de nossos corpos e de nossas mentes, e durante uma vida existem toneladas deles, são parte da Grande natureza, e retornam à ela com todas as impressões que nós demos a eles. Uma interpretação cuidadosa da lei do Carma deve nos mostrar que em determinado momento do futuro, através da lei da afinidade, nós iremos atrair essas "vidas" a nós, na forma de um novo corpo e um novo cérebro, e assim realizando a colheita de habilidades e limitações de acordo com o que nós tenhamos semeado. Animais, serpentes, insetos etc. são parte desta Grande natureza e os ensinamentos sugerem que quando eles se voltam de maneira venenosa e mortal, é porque nós colocamos essas características neles. Levando a idéia um pouco adiante, o senhor Judge tem isto a dizer: Para os adeptos, a ascensão e queda de nações civilizações são temas estudados sobre os grandes movimentos cíclicos. Eles aprendem que há uma conexão indissolúvel entre o homem e cada evento que acontece nesse globo, não apenas as mudanças ordinárias na política e vida social, mas todos os acontecimentos dos reinos mineral, vegetal e animal. As mudanças nas estações são para e através do homem; a grande reviravolta de continentes, o movimento dos imensos glaciares, as terríveis erupções de vulcões, as súbitas inundações dos grandes rios, tudo ocorre para e através do homem, não importa se ele esteja consciente ou não, presente ou ausente. E os ensinamentos falam das grandes possibilidades de mudanças da inclinação do eixo da terra, no passado e no futuro, tudo devido homem. (Echoes from the Orient, p. 24)Esta é uma nova e impressionante idéia para a maioria das mentes ocidentais, que o homem é o grande poder direcionador no universo. Isto, é claro, inclui não apenas os homens comuns, mas os homens de grande poder de sabedoria, seres cujo sacrifício nos impediram de destruir a nós mesmos em cada século. Mas a idéia nos traz a responsabilidade de usar nosso poderes de modo a trazer os melhores resultados em tudo que concebe o fluxo total da evolução. Sempre que pensarmos ou agirmos, nós não o faremos sem afetar diretamente os outros seres acima e abaixo de nós, já que cada ação é sentida através de todo o universo em algum grau. Resposta à questão n.º 5 O Sr. Judge repete a questão e sugere um ponto na resposta. Ele afirma no Ocean, p. 75: Mas é perguntado, se nós reencarnamos, e além disso, não podemos relembrar as ações pelas quais sofremos, isso não é injusto? Aqueles que perguntam isso sempre ignoram o fato de que sempre tiveram prazer e recompensa na vida, e aceitaram isso sem questionar. Se é injusto ser punido por ações as quais não nos lembramos, também é injusto ser recompensado por atos dos quais esquecemos. A mera entrada na vida não traz consigo qualquer recompensa ou punição. Recompensa e punição devem ser o justo merecimento para uma conduta anterior.Entretanto, se nós não estamos seguros na nossa compreensão do fato de que vivemos muitas vidas antes dessa, é fácil ver como poderíamos encontrar a injustiça em algumas situações indesejáveis. Porque o que nos impede de ver a justiça em uma situação é o fato de que perdemos nosso senso de identidade, nós não sabemos quem ou o que realmente somos. Nós não temos em mente que somos almas, Egos reencarnados os quais viveram, pensaram e agiram em personalidades de todos os tipos. Nós vemos os outros melhores do que somos, e a ciência ou a religião não podem nos responder satisfatoriamente porque isso ocorre. Mas se pudermos chegar à compreensão de que tomamos temporariamente esta personalidade com o propósito de trabalhar alguns defeitos, alguns mal entendidos, e que no passado nós criamos essas condições e trazemos algumas delas conosco em cada nova encarnação, começaremos a ver que este é o único modo possível da perfeita justiça ser trazida, a justiça com compreensão. É o Ego que toma as decisões definitivas e sente os efeitos delas. O Ego sabe e lembra seus erros e atos errôneos, assim como nós nos lembramos do que fizemos ontem. É o Ego que aprende ou não aprende com as lições de cada vida. Devido ao cérebro e à personalidade presente não lembrarem o que não tomaram parte, nós terminamos por pensar que não há uma parte de nós que retém essa memória. Mas não é verdade que sempre sentimos, intuímos que existe justiça mesmo nas circunstâncias mais desafiadoras que nos ocorrem? A linguagem da alma é freqüentemente a do sentimento. Conforme aumentamos a nossa capacidade ver a vida e os acontecimentos do ponto de vista do Ego imortal, o ressentimento e a inveja que algumas vezes sentimos irão nos deixar, e nossas mentes serão livres para receber a luz clara da intuição interior. Estes e outros sentimentos igualmente adversos formam uma nuvem entre nós e as nossas percepções superiores, e elas são dissipadas apenas pelo conhecimento adequado. O Sr. Judge fez a afirmação "se você for bem sucedido em olhar o Ego como apenas o que você de fato desejou, então ele irá agir não apenas como um fortalecedor dos seus bons pensamentos, mas agirá reflexivamente no seu corpo e o tornará mais forte." (Letters that have Helped Me, p.36). Resposta à questão n.º 6 Uma vez que a Lei do Carma afeta a todos o seres vivos, e desde que o homem não age sozinho, a lógica é que o pagamento pelos seus atos bons ou ruins, irá vir a partir, através, e com aqueles seres que formaram seu campo de operação nas encarnações passadas. As entidades que foram ajudadas ou impedidas devem, de acordo com qualquer planejamento justo, serem levadas em consideração no ajuste subseqüente. Esteja o homem sujeito experimentar o Céu ou o Inferno, este deve ser aqui na Terra com os amigos e inimigos que ele tomou parte na criação. H.P. Blavatsky, ao fornecer algumas indicações sobre a natureza dos estados pós morte, fez a seguinte afirmação: "crimes e pecados cometidos em um plano de objetividade e um mundo material não podem receber punição em um mundo de pura subjetividade." E a mesma lei deve ser aplicada aos atos de bondade e de caridade. Conforme nós trazemos a matéria e as vidas que influenciamos no passado, nós também somos levados aos indivíduos que fizeram parte de nossa vida no passado. Tendências não resolvidas não podem ser deixadas para a solução no Céu ou no Inferno. Elas devem ser resolvidas aqui, com as partes que estiveram e ainda estão envolvidas. Não é incomum que uma pessoa simpatize ou antipatize, confie ou desconfie de outra pessoa no primeiro encontro. A amizade e o medo freqüentemente surgem sem qualquer razão aparente ou racionalidade. Embora as faces sejam diferentes e os tempos outros, nós vamos através da vida encontrando amigos e inimigos, freqüentemente, de vidas passadas. E nós iremos encontrá-los sempre, mas, tomara, todos como amigos. Os estados pós morte, aqueles estados entre as encarnações, nunca têm o objetivo de infligir punição ou recompensa, mas existem para o propósito de fornecer ao Ego um período de descanso e assimilação, antes da próxima tarefa que o Carma e as leis da afinidade selecionaram para ele. O assunto completo dos estados pós morte será colocado mais adiante em uma lição posterior. Nós todos passamos por eles inúmeras vezes. Resposta à questão n.º 7 Para responder esta questão, devemos primeiro ter em mente alguns fatos e implicações básicas da Lei do Carma. É uma lei universal, devido a ser um aspecto da Vida Única. Toda vida é essencialmente ÚNICA, e, devido a isso, podemos concluir que o que quer que aconteça em qualquer lugar do universo irá, em alguma medida, afetar todo o resto. Devido à universalidade do Espírito (Vida), cada indivíduo tem dentro de si uma consciência contínua ou eterna, o Verdadeiro Eu, o criador e recebedor de toda ação, o criador e recebedor do Carma. Isto significa que mesmo que cada um seja individualmente responsável, ninguém pode agir sozinho. Ninguém pode agir sem afetar os outros seres, para o bem ou para o mal. Qual é, então, a base para a moral? O que é o bem e o que é o mal? H.P.Blavatsky responde da seguinte maneira: (Key, p.206) Os europeus ficaram muito presos ao hábito de considerar certo e errado, bem e mal, como matéria de um código arbitrário de leis imposto a eles pelos homens ou por um Deus Particular. Nós, teosofistas, entretanto, dizemos que "Bem" e "Harmonia", e "Mal" e "Desarmonia" são sinônimos. Além disso, sustentamos que toda dor e sofrimento resultam do desejo de Harmonia, e a única e terrível causa do distúrbio da Harmonia é o egoísmo em suas várias formas.O Sr. Crosbie ainda acrescenta na p. 336 do Friendly Philosopher: A verdadeira moral não depende de palavras, frases ou convenções, mas sim de uma percepção universal das coisas, segundo à qual tudo é feito visando o bem, cada pensamento e sentimento é expendido em benefício dos outros, não de si próprio. A percepção clara da natureza espiritual de cada um, e o impulso de beneficiar a humanidade em todas as direções e em todos os casos, sem interesse pessoal, são dois princípios da verdadeira moral. A verdadeira moral é, na verdade, a existência universal, e o seu início encontra-se no desejo de viver para ajudar a humanidade sem interesse Egoístico ou esperança de qualquer recompensa; assim, ensinar e ajudar aqueles que ainda sabem menos que nós mesmos.Certamente é natural que desejemos saúde e felicidade, mas há uma felicidade mais satisfatória e duradoura, que irá constituir nosso Carma retornante quando incorporarmos a verdadeira moral em nossas vidas, quando começarmos a agir a partir dela, a partir do que a consciência diz ao invés de seguir os impulsos vindos de fora, impulsos que são produtos dos nossos sentidos físicos, ou da personalidade que é tão freqüentemente motivada Egoisticamente. Resposta à questão n.º 8 Com o crescente interesse na Reencarnação observado em todos os modos de vida, e com a força que esta vem adquirindo neste ciclo, é sábio termos não apenas uma clara compreensão do funcionamento da Lei, mas apreciar a ligação indissolúvel entre esta e o Carma. A Lei da causa ética. Um interesse meramente superficial na Reencarnação, ou uma atração pelos casos divulgados de memória de vidas passadas pode ter um valor pequeno para a Alma. De modo semelhante, muita conversa sobre o "meu Carma" ou o "seu Carma", como se ele fosse um poder extra-cósmico, pouco acrescenta às nossas habilidades em lidar efetivamente com a vida. Na verdade, o Carma e a Reencarnação são duas faces da mesma lei. Uma rápida meditação nos diz que o Carma não pode ser corretamente compreendido sem aceitar a Reencarnação; pois o Carma seria incapaz de manifestar-se a menos que as sucessivas encarnações fornecessem o material, as condições e os instrumentos apropriados para que as manifestações ocorressem. A Reencarnação, por sua vez, teria pouco significado se não houvesse uma causa e efeito relacionados às encarnações prévias. Em apenas uma vida não é possível exaurir todo o Carma passado. Conforme aprendemos anteriormente, o Carma não pode manifestar-se a menos que um instrumento apropriado seja oferecido à sua ação, e apenas aquele Carma que é apropriado às presentes personalidade e circunstâncias será trazido à superfície. É apenas através das sucessivas encarnações, oferecendo a possibilidade para uma variedade infindável de circunstâncias, que o Carma que estamos constantemente criando pode se expressar. Cada encarnação nos apresenta novos desafios e a possibilidade de desenvolvermos poderes novos e mais fortes. Cada porção de Carma que nos retorna é uma indicação de alguma lição já aprendida e aplicada, ou alguma lição que ainda não aprendemos, e quando a dominarmos, iremos adquirir mais força, percepção e apreciação dos nossos companheiros. Por toda história da religião e da filosofia o Carma e a Reencarnação têm sido aceitos como componentes inseparáveis da mesma lei. A impossibilidade de compreensão da Lei do Carma no Ocidente não surgiu antes do Anátema de 553 A.C., o qual baniu a crença na preexistência da Alma (Reencarnação). Tem sido considerado que a realização de tal banimento foi a principal causa da Era da Escuridão ocorrida durante a Idade Média na Europa. Seja isso verdade ou não, uma das principais missões do Movimento Teosófico tem sido a de trazer estes "Gêmeos" de volta às mentes ocidentais, e oferecer à população uma fundação firme e sábia sobre a qual possam construir suas vidas. H.P.Blavatsky afirma em Key to Theosophy p. 248 "Uma vez que lhes sejam ensinadas estas duas das maiores leis, o Carma e a Reencarnação, eles irão sair da maldade e evitá-la como se fosse uma ameaça física." Resposta à questão n.º 9 O aforismo no. 5 afirma "O Carma opera sobre todas as coisas e seres desde o menor nível atômico concebível até Brahma. Prosseguindo nos três mundos do homem, dos deuses e dos elementais, nenhum ponto do universo manifestado é isento da sua influência." Ainda assim, encontramos afirmações dizendo que existem seres no universo que alcançaram um estado no qual eles não têm Carma. Qual é a explicação para isso? Nosso Carma é o resultado do pensar e agir de um ponto de vista separatista, pessoal e de certa forma egoísta, motivado por causas igualmente pessoais e separatistas. Isto mantém a ação e reação atuantes pelos tempos. Quando nós cessamos de atuar em busca do benefício pessoal, quando as causas que estabelecemos são sempre para o benefício do todo, então os efeitos que retornarão serão de natureza universal, nada pessoal, e em um sentido que poderemos nos dizer "livres do Carma." Nós seremos então agentes da Lei, seremos um com a Lei, e embora retenhamos nossa individualidade, nossos pensamentos, intenções e atos serão de caráter universal. Esta é a condição dos Grandes Mestres, os Mestres
da Sabedoria os quais, ao longo de incontáveis encarnações,
dominaram Sua natureza completamente ao ponto em que são constitucionalmente
incapazes de agir de outra forma. Eles se tornaram unos com a Lei. Na nossa
próxima lição, iremos falar mais sobre estes Grandes
Mestres a partir dos quais a Teosofia vem, quem Eles são, Seu lugar
no fluxo da evolução e o que Eles podem tencionar para nossas
presentes vidas.
CURSO DE FILOSOFIA ESOTÉRICA
Na primeira página do Ocean of Theosophy o Sr. Judge afirma que a Teosofia "é o conhecimento das leis que governam a evolução dos constituintes físicos, astrais, psíquicos e intelectuais do homem." Se assim a Teosofia é um conhecimento, conforme ele afirma, consequentemente deve haver os seus conhecedores. E um dos princípios básicos da filosofia é que hajam aqueles que, devido ao tempo e através da observação e da experiência, adquiriram e preservaram este conhecimento para o benefício da humanidade. Sem a presença desses Seres, que no curso natural da evolução foram muito além de nós, não poderia haver tal conhecimento como a Filosofia da Teosofia. Eles têm sido chamados de vários nomes, alguns dos quais como Irmãos Mais Velhos, Mestres da Sabedoria, Adeptos, Hierofantes e Mahatmas, os últimos sendo, talvez, os mais adequados, uma vez que significam "Grandes Almas." No seu artigo, "Mahatmas and Chelas," H.P.Blavatsky afirma que "Um MAHATMA é uma grande personagem a qual, pelo treinamento e educação especiais, desenvolveu altas faculdades e alcançou um conhecimento espiritual que a humanidade normal irá adquirir após passar por uma incontável série de reencarnações durante o processo de evolução cósmica, desde que, claro, ela não vá contra os propósitos da Natureza neste período..." Se nós aplicarmos a onisciência e a onipotência do Eu superior, e as leis do Carma e da Reencarnação, podemos ver claramente que uma cadeia completa e ordenada de evolução demanda a existência de tais Seres. Em um Universo infinito e eterno deve haver aqueles Seres que estão tão além de nós na evolução, como nós estamos à frente das formas mais baixas de inteligência. E como estas formas mais baixas fazem parte das nossas vidas e experiências, assim devemos fazer parte da vida e das experiências dos nossos Irmãos Mais Velhos. O termo "Mestre da Sabedoria" é utilizado devido a esses Seres terem não apenas dominado todas as diversas áreas e poderes da Sua própria natureza, mas por haverem dominado completamente o conhecimento das Leis da Vida. Novamente no Ocean, (p. 11.) o Sr. Judge tem a dizer: Um Mahatma favorecido com poder sobre o espaço, tempo, mente e matéria tem esses dons apenas porque é um homem perfeito. Cada ser humano tem as sementes de todos os poderes atribuídos a esses grandes Iniciados, sendo que a diferença entre eles permanece apenas no fato de que, em geral, nós não desenvolvemos essas qualidades, enquanto que o Mahatma passou pelo treinamento e pela experiência que fizeram com que os seus poderes invisíveis fossem desenvolvidos, e que o conferiram dons que parecem divinos aos seus irmãos lutadores abaixo dele.O QUE OS MESTRES OU MAHATMAS FAZEM? A resposta dada pelo Sr. Judge no Ocean of Theosophy é: Eles podem ser chamados de portadores da tocha da verdade através das eras; eles estudam todos os seres e coisas; eles sabem o que o homem é na sua natureza mais interior, quais seus poderes e destino, seu estado antes do nascimento e os estados que ele passará após a morte do seu corpo; Eles permaneceram ao lado do berço das nações e viram as grandes realizações dos antigos; viram tristemente a decadência daqueles que não tiveram forças para resistir às leis cíclicas da ascensão e queda; e enquanto os cataclismas pareciam mostrar a destruição universal das artes, arquiteturas, religiões e filosofias, eles preservaram todos esses registros em lugares seguros da destruição, tanto do tempo quando dos homens; eles tomaram observações minuciosas, através de treinamentos psíquicos dentro da sua própria ordem, em direção às realidades interiores invisíveis da natureza e da mente, registraram as observações e preservaram os registros. (p. 4)De um outro ponto de vista, Robert Crosbie fala do caminho que os levou à condição de prestar este grande serviço à humanidade. Ele afirma: (Universal Theosophy, p. 3.) Estes seres acima de nós na escala da evolução, que são tão grandes quanto quaisquer "Deuses" que possamos conceber, passaram pelas mesmas provas e sofrimentos que nós estamos passando, até que vieram a conhecer sua natureza mais íntima e passaram a agir em consonância com ela. Eles descobriram que a verdadeira religião é o conhecimento do interior de si mesmo e a ação em concordância com esse interior. Reproduzindo dentro de si mesmos a verdadeira Fonte da sua existência, eles encontraram a origem para todos os outros seres chegarem ao mesmo ponto – apenas o conhecimento adquirido e o uso de tal conhecimento fazem a diferença entre todas as coisas. O sua sabedoria é um conhecimento preciso da essência de tudo na natureza, o que por si só é a fundação de qualquer religião verdadeira.O seu trabalho é um esforço incessante em chamar a nossa atenção para as grandes verdades que concernem nosso verdadeiro Eu interior, as Leis da Natureza e da evolução, o destino do homem e a unidade básica de toda a vida. O Sr. Judge coloca desta maneira: O ser mais inteligente no universo, o homem, nunca esteve sem um grande amigo, e tem uma linha de irmãos mais velhos que continuamente olham pelo progresso dos menos evoluídos, preservam o conhecimento adquirido através dos eons de provação e experiência, e continuamente procuram por oportunidades de atrair o desenvolvimento da inteligência da raça, nesta e em outras esferas, à consideração das grandes verdades que concernem o destino da alma. (Ocean, p. 3.)Ao longo das eras, a ajuda destes Grandes Seres tem sido reconhecida como parte integrante da vida. Sinésio, o Bispo iniciado de Cyrene, expressou a mesma verdade quando afirmou:: Existe de fato nesta morada terrena uma tribo de heróis sagrados que prestam atenção na humanidade, e que são capazes de nos prestar assistência mesmo nas menores preocupações. Esta tribo heróica é, como sempre foi, uma colônia dos deuses estabelecida aqui de modo que esta morada não seja destituída da sua natureza superior. Estes heróis não são outros que aqueles que foram chamados Nirmanakayas – Mestres destes ou prévios ciclos, que permanecem aqui em várias formas ou condições com o propósito único de ajudar a humanidade. O Sr. Judge nos diz: Uma parte da história das nações muito maior do que qualquer um pode supor foi determinada pelos Nirmanakayas. Alguns deles têm sob seus cuidados certos homens de cada nação os quais, desde o nascimento, são destinados a serem grandes expoentes no futuro. Estes Eles os guardam e os guiam até a hora marcada. E estes protegidos apenas raramente percebem que tal influência está acima deles. O reconhecimento e a apreciação desta grande assistência não é requerida pelos Nirmanakayas, os quais trabalham por trás do véu e preparam o material para o fim verdadeiro. Echoes from the Orient, p. 34.QUANDO ELES VÊM? Os Seres Perfeitos que vêm como encarnações divinas nos vários períodos da história do mundo não têm a obrigação de vir. Eles são livres para escolher. Mas podemos perceber que existem momentos especiais na Terra que favorecem a sua aparição. É a condição moral e espiritual dos Egos de uma raça ou nação que determina quando estes Grandes Seres escolherão vir. O Sr. Crosbie afirma, "A Lei Universal mostra que períodos de não manifestação são seguidos de períodos de manifestação; períodos de Luz por períodos de Trevas. Assim, há períodos quando a espiritualidade se torna mais e mais eclipsada, e o intelecto e o materialismo reinam; e estes por sua vez são seguidos por um amanhecer e crescimento da espiritualidade." É neste acordar da memória espiritual, mesmo que em algumas poucas almas, que essas Encarnações Divinas podem ser de grande benefício para a humanidade. Não é o número de anos que os traz de volta, mas a condição dos Egos aos quais eles estão vindo. É dito que a sua vinda é necessária apenas quando há um completo desaparecimento da harmonia, que pode levar à destruição, se não for restaurada. Não é inadequado repetir a afirmação feita por Krishna no Bhagavad - Gita. Ele coloca "Eu produzo a mim mesmo entre as criaturas, ó filho de Bharata, onde quer que haja um desvio da virtude e uma insurreição do vício e da injustiça no mundo; e assim Eu encarno de era em era para a preservação dos justos, a destruição dos mal-intencionados e o estabelecimento da retidão." Considerando a questão a partir de um outro ponto de vista, o Sr. Crosbie diz, no Answers to Questions, p. 190: Então, tais Seres também surgem nas intersecções dos grandes ciclos, como ocorreu entre 1875 e 1898, quando três grandes ciclos se interpenetraram. O primeiro período de 5 mil anos do Kaliyuga, o qual começou na ocasião da morte de Krishna, o Mestre do "Bhagavad-Gita," estava se encerrando naquele tempo. O ciclo de 100 anos, quando nos últimos 25 anos de cada século um especial esforço é feito pelo Grande Lodge, através dos Professores ou dos seus discípulos, para colocar melhores idéias para a humanidade, também estava em operação. O sol, durante este período, passava de Peixes para Aquário, e este, também, era um sinal. A intersecção dos três ciclos, então, significava vários aspectos, mas um significado era o que naquele momento, ou logo a seguir, uma Grande Personagem iria aparecer na terra, com o conhecimento que a civilização e a mente daquele tempo permitia. Se quisermos saber quem era esse Ser, temos que pensar apenas nas linhas do nosso estudo. O ser conhecido pelo mundo como H. P. Blavatsky era reconhecido pelos Mestres por outro nome, como Eles afirmaram, e o conhecimento colocado adiante por Ela, ou Ele, é o que conhecemos agora por Teosofia.QUAL É A MENSAGEM DELES? Desde que toda ação começa nos planos interiores, não apenas no plano mental, porém mais profundamente no plano moral, os Mestres estão primariamente interessados em reviver e replantar idéias que irão re-despertar a natureza moral do homem. Após eras de trabalho com e para a humanidade, eles sabem que a futilidade das reformas superficiais não alcançam o coração dos problemas. Assim afirma H.P.Blavatsky na sua obra Key to Theosophy, p. 231: A busca das reformas políticas antes da reforma da natureza humana é como colocar vinho novo em velhas garrafas. Fazer os homens reconhecerem no interior de seus corações o que é a real, verdadeira responsabilidade perante todos homens irá cessar todos os antigos abusos de poder e as leis injustas baseadas no Egoísmo humano, social ou político. Tolo é o jardineiro que procura eliminar as ervas daninhas de seu canteiro cortando-as da superfície do solo, ao invés de retirá-las pela raiz.Uma vez que os ensinamentos dizem que a natureza inferior da personalidade é basicamente Egoísta, e a natureza interior ou superior, o Ego Reencarnado, é fundamentalmente impessoal e não Egoísta, os Professores vêm sempre com uma versão da mesma mensagem, uma recordação do que realmente somos, Seres Divinos em uma missão, e nosso eu interior é uno com toda vida. E da experiência eles têm a confiança que quando estivermos conscientes da nossa íntima conexão com todos os seres, nós seremos compelidos a partir daí a agir de acordo com este conhecimento. Apesar de ter sido apresentada de maneira diferente, por diferentes pessoas, a mensagem tem sido sempre a mesma. O primeiro ensinamento básico tem sido a colocação correta da idéia de Divindade, a reafirmação do fato que a única verdadeira Divindade é o Princípio Infinito e Universal, a causa sem causa de tudo, passado, presente e futuro. E desde que este Princípio não está ausente em nenhum ponto do espaço, segue que nós devemos estar dentro e fazer parte Dele, e não podemos nos separar Dele. E ainda, desde que este Ser Único é a moradia de todo o poder, o poder de perceber, de aprender, de crescer etc., é lógico que na raiz de nosso ser nós todos tenhamos este poder e esta possibilidade infinita. O fato de esta Fonte e Sustentação ser Única é a base para a afirmação na Teosofia que a Irmandade é um fato na Natureza. Outro aspecto da mensagem tem sido a reafirmação e/ou esclarecimento das idéias resultantes da lei universal da periodicidade, isto é, os ciclos, reencarnação e carma. São estas as leis que mais diretamente afetam as intenções e motivações do homem. É importante repetir a afirmação de H.P. Blavatsky sobre a importância dessas idéias. Ela afirma: O ponto chave para a humanidade é se desgarrar da mais fértil fonte de todo crime e imoralidade – a crença que é possível escapar das conseqüências dos próprios atos. Uma vez ensinada a ela a grandeza de tais leis, Carma e Reencarnação, além de sentir dentro de si a verdadeira dignidade da natureza humana, a humanidade irá sair da maldade e evitá-la como se ela fosse um perigo físico (Key, p. 248)A terceira idéia que foi apresentada é na verdade uma aplicação das duas primeiras ao homem. De um modo ou outro os Mestres nos lembram que todas as Almas são fundamentalmente idênticas em relação à Alma Universal, e esta é uma condição que não apenas lhes dá o potencial para a infinita sabedoria e poder, mas igualmente lhe confere a responsabilidade pelo todo, pela vida una à qual fazemos parte. Nós somos um com o todo, a fonte, ainda que retenhamos o livre-arbítrio da individualidade. A vida é estendida a nós em uma série infinita de encarnações durante as quais nós temos o poder de escolher o que faremos delas e de nós mesmos, sempre controlados pelo Carma. Poder-se-ia se dizer que estamos em uma peregrinação em busca do "Santo Gral", a Verdadeira Sabedoria Espiritual. Eles também nos dizem que estas mesmas verdades se aplicam aqueles que estão muito antes de nós na escala evolutiva, assim como aos que estão muito adiante, e que parte da lei Espiritual é ajudar e receber ajuda. Colocando em outras palavras, o Destino está em nossas mãos, e a Divindade em nossos corações. A benção desta era em particular é que os conhecimentos originais estão em nossas mãos, impressos, como uma constante orientação e ajuda em cada ramificação da atividade humana, se quisermos tirar proveito dela. QUEM SÃO ALGUNS DESTES GRANDES SERES? Os Grandes Professores são conhecidos pelos Seus ensinamentos, e a Teosofia aponta para um grande número destes Seres cuja mensagem foi encontrada não apenas por expressar uma unidade fundamental, mas por ter resistido ao longo das civilizações as quais foram apresentadas. Por todo o mundo estes ensinamentos estão vivos e fortes atualmente, provando que cada um acordou parte da memória humana e deixou uma nota de fé e esperança. Alguns dos maiores destes Seres são conhecidos como Avatars, encarnações Divinas, seres exaltados que progrediram além da necessidade de encarnações, mas que ainda assim encarnam para ajudar a humanidade, o conjunto da humanidade. Rama é conhecido como o sétimo Avatar ou encarnação de Vishnu; e Krishna, o Instrutor Divino do Bhagavad-Gita, é conhecido como o oitavo Avatar de Vishnu. Outros seres bem conhecidos como Buda e Lao-Tze foram classificados como Avatars, juntamente com outras figuras legendárias como Quetzalcoatle dos Astecas, Viracocha dos Incas e, talvez, Hiawatha dos Índios Americanos. O Sr. Judge fala de "Uma poderosa Trindade agindo com e através da ética é aquela composta por Buda, Confúcio e Jesus." E ele ainda afirma que Abraão, Moisés e Salomão foram Adeptos iniciados que receberam o seu trabalho de certas pessoas. Além desses Seres elevados há uma longa lista de personagens extraordinárias que apareceram na civilização ocidental, realizando trabalhos necessários e importantes como agentes do "Grande Senhor." Esta lista poderia incluir nomes como Ammonius Saccas, Apollonius de Tyana, Anton Mesmer, Calíostro, o Conde de St. Germain, Giordano Bruno, Hypatia, Iamblichus, Paracelsus, Plotinus, Saint-Martin e muitos outros. Os Ensinamentos também sugerem a existência daqueles que poderiam ser chamados "agentes inconscientes", os quais, devido às suas inclinações e razões não Egoístas, são capazes de serem influenciados e guiados pelos Mestres a desempenhar certas tarefas essenciais, tarefas que são críticas para uma raça ou nação. Thomas Paine e algumas outras pessoas cujos pensamentos e ações foram vitais para a formação dos Estados Unidos poderiam estar nessa lista. Mas, uma vez que o Eu Superior de cada um de nós é uno com aquele dos Grandes Mestres, nós todos somos "agentes" dos Grandes Mestres, em maior ou menor grau. Um dos Mestres conectados com o Movimento Teosófico disse "Obrigado aos nobres e solidários homens por nos ajudar efetivamente na tarefa divina! Todo o nosso conhecimento, passado, presente e futuro não será suficiente para retribuí-los." HÁ ALGUNS DOS MESTRES AQUI NESTE MOMENTO? Seria certamente contraditório à filosofia acreditar que os Mestres poderiam ou iriam abandonar a humanidade a qual Eles trabalharam tão duro para ajudar e proteger. Entretanto, devemos compreender que o Seu trabalho é guiado pelo conhecimento dos ciclos, da condição das mentes humanas, e da psicologia do desenvolvimento Espiritual. A humanidade não pode ser forçada a aprender. Nos é ensinado que existem tempos, como os últimos 25 anos de cada século, quando o trabalho Deles é mais aberto e envolve grupos de pessoas. Em outros momentos, Eles trabalham nos bastidores e primariamente com indivíduos. Em todos os momentos, entretanto, o Seu trabalho é limitado pela receptividade das pessoas às quais eles vêm. Podemos pensar nisso da seguinte maneira: no último quarto de cada século, Eles e Seus ajudantes plantam as sementes, disseminam as idéias que irão germinar e crescer nos anos seguintes e se tornar fortes plantas de conhecimento prático, preparando o caminho de sucesso do próximo mensageiro. Mas eles nunca estão ausentes para aqueles desejosos de ajudar. Há muito mais a ser dito sobre o trabalho Deles na Terra, e não poderia ser dito melhor que nas palavras do Sr. Crosbie, em Answers to Questions, p. 10: Enquanto Seus corpos são formados como os nosso, a substância física a qual eles são compostos é de um grau muito elevado de matéria física; ela se assemelha à matéria radiante, fortemente elétrica e magnética, pois se Eles possuem os elevados poderes já mencionados, Seus corpos devem necessariamente ser do tipo que pode agüentar o seu impacto e transmiti-los adequadamente. Os Mestres não poderiam visitar um homem comum sem criar um distúrbio tal no seu corpo físico que iria impedir a sua percepção e ação normais. Quando Eles vêm entre os humanos, tomam as precauções necessárias tanto para ocultar-se como para isolar seus poderes, assumindo um corpo normal de matéria física. Assim, Eles são capazes de evitar os distúrbios externos e prevenir os traumas. Como o seu trabalho envolve a natureza interior do Homem através da personalidade dos homens, este corpo, por assim dizer emprestado, serve para todos os propósitos. Se, por outro lado, Eles devem suportar dores extraordinárias para evitar qualquer ferimento ou perturbação aos corpos normais e assim aparecer em seus corpos naturais, Seus poderes sobre a natureza e a sua aparência seriam tais que causariam adoração em alguns, e antagonismo supersticioso em outros, e ambos os casos seriam subversivos ao fim que Eles se propõem, o qual é o estímulo à atividade divina do Homem.É afirmado que os Mestres estão preparando as mentes dos homens, através da Sua Mensagem da Teosofia, através da sua presença real entre nós; quando isso ocorrerá depende da humanidade como um todo e de nós em particular. NÓS SERÍAMOS CAPAZES DE RECONHECER UM MESTRE OU MAHATMA? Certamente nós temos o poder dentro de nós para reconhecer a grandeza quando ela suporta a prova do tempo. Do mesmo modo, nós podemos reconhecer os grandes trabalhos das artes, literatura e filosofia. E a intuição, se não estiver coberta pelo falso conhecimento, nos oferece um reconhecimento em termos de sentir a grandeza ao redor de uma pessoa. Mas é ensinado que para reconhecer um Mahatma nós deveríamos estar muito próximos de ser um Deles. H.P. Blasvatsky responde a essa questão da seguinte maneira: O verdadeiro MAHATMA então não é seu corpo físico, mas o Manas superior que está inseparavelmente ligado a Atma e seu veículo (o sexto princípio) – uma união realizada por ele em um período de tempo comparativamente muito curto, através da passagem no processo de auto-evolução oferecido pela Filosofia Oculta. Quando, entretanto, as pessoas expressam o desejo de "ver um MAHATMA", elas parecem realmente não entender o que estão pedindo. Como elas poderiam, com os seus olhos físicos, esperar ver o que transcende a visão? E supondo que elas vejam o corpo de um MAHATMA, como elas poderiam saber que por trás da máscara está escondida uma entidade elevada? Por quais padrões elas poderia julgar quando a Maya diante delas reflete a imagem de um verdadeiro MAHATMA ou não? Aspectos elevados podem apenas ser percebidos por sentidos pertencentes a esses aspectos. Elas devem então elevar o seu Manas de modo que a sua percepção seja clara e todas as brumas criadas por Maya possam ser dispersas. A sua visão então será clara, e ela poderá ver um MAHATMA onde quer que ele possa estar, pois, estando unidos ao sexto e sétimo princípios, os quais são onipresentes, os MAHATMAS são ditos presentes em todos os lugares. (Artigo, "Mahatmas and Chelas")ELES TIVERAM ALGUMA PARTICIPAÇÃO NA HISTÓRIA? Para responder a esta questão, o Sr. Judge afirmou no Echoes From The Orient, p. 31: Há alguns anos atrás um bem conhecido anglo-indiano, escrevendo para Adeptos da Teosofia, questionou se eles já haviam deixado qualquer marca na teia da história, duvidando que sim. A resposta foi que ele não tinha nenhum foro para julgá-los, e que eles haviam escrito linhas importantes sobre a página da vida humana, não apenas naquele momento, presentes na forma visível, mas também nos tempos mais longínquos, como há pelo menos 100 anos antes daquele tempo, quando eles trabalhavam invisíveis, nos bastidores. Para ser mais explícito, estes homens maravilhosos influenciaram o destino das nações e estão desenvolvendo eventos atualmente. Pilares da paz e fazedores da guerra como Bismark, ou redentores de nações como Washington, Lincoln e Grant, devem a sua elevação, seus poderes singulares, e seu impressionante alcance sobre os homens certos para os seus propósitos não ao intelecto treinado ou à longa preparação nas escolas da sua época, mas a esses Adeptos invisíveis, que não desejam honras, publicidade ou clamam por reconhecimento. Cada um dos grandes líderes mencionados teve, nos momentos obscuros, o que eles chamaram premonições de um futuro grandioso, ou da conexão com eventos fundamentais da sua terra natal.Em seu artigo intitulado "The Adepts in America in 1776" o Sr. Judge oferece uma interessante visão sobre o trabalho de Thomas Paine: Quando os grandes Adeptos da Teosofia procuravam alguém através do qual eles pudessem produzir nos EUA a reação que era necessária encontraram Thomas Paina na Inglaterra. Em 1774 eles o influenciaram, com a ajuda do valoroso irmão Benjamim Franklin, a vir aos EUA. Ele assim se dirigiu para lá, e foi um dos grandes instigadores da separação das Colônias da Coroa Britânica. Thomas Paine escreveu "Common Sense" para rejeitar o conservadorismo teológico, influenciado por Washington, Franklin, Jefferson e outros maçons, cujas mentes, treinadas pelos ensinamentos dos graus simbólicos da maçonaria, possuíam grande percepção e entendimento. Esta obra foi a tocha que ateou fogo às ligações entre a Inglaterra e os Estados Unidos.Prosseguindo em seu artigo ele cita Paine dizendo "Há duas classes distintas de pensamento; aqueles produzidos pela reflexão e os que saltam para dentro da mente pela sua própria vontade. Eu sempre tomei como regra tratar esses visitantes voluntários com civilidade, e é a partir deles que eu adquiri todo o conhecimento que possuo. " O Sr. Judge continua dizendo que "Esses ‘visitantes voluntários’ foram introduzidos à sua mente pelos Adeptos, Teosofistas. Sabendo que uma nova ordem dos tempos estava por começar e que havia uma nova chance para a liberdade e a irmandade dos homens, eles colocaram frente à Thomas Paine, um ‘quadro amplo visualizando a humanidade relativa aos Estados Unidos da América’, porque sabiam ser ele confiável a permanecer, praticamente sozinho, com a luz da verdade nas mãos no meio de outros que, ‘em tempos que desafiavam a alma dos homens’ tremiam de medo." Isto, é claro, traz uma outra questão que iremos abordar a seguir. OS MESTRES PODEM FAZER POR NÓS O QUE NÓS MESMOS NÃO PODEMOS? A terceira proposição fundamental da Doutrina Secreta nos ensina que o progresso individual na evolução é levado a cabo pelo esforço auto-induzido e acumulado ao longo das vidas, controlado pelo Carma. Isto parece indicar que ninguém, não importa os poderes que possua, pode realizar as tarefas destinadas a nós mesmos, e que a evolução está estritamente em nossas mãos. Também sabemos que os ensinamentos da Teosofia, assim como os de Jesus e de Buda, estão baseados no princípio da caridade verdadeira, do sacrifício em benefício dos outros e da ajuda aos nossos irmãos sempre que possível. Ainda, sabemos que o que tornou os Irmãos mais Velhos as "flores da evolução" foi o fato que eles deixaram de lado seu merecido descanso para retornar a encarnação com o propósito de ajudar os seus irmão mais novos. Qual é a resposta então? Nós podemos perceber que quando um pai ou uma mãe acaba fazendo por um filho aquilo que ele deveria fazer por si mesmo, isso resulta mais em dano que benefício. Mas, por outro lado, se a criança está fazendo um esforço honesto e potencial, sim, nós temos interiormente os poderes e a possibilidade de nos tornar adeptos ou Mestres. Eles já estiveram um dia no nosso estágio de desenvolvimento, mas utilizaram este poder para tornarem-se o que são agora. Residente na nossa natureza mais elevada, Atma, está o infinito poder de aprender, crescer e conhecer, e sob as leis da Reencarnação e do Carma nós teremos oportunidades ilimitadas para utilizar e expressar este poder. As oportunidades estão lá, mas é por nossa conta fazer uso delas e desenvolver o potencial. Mas esta não é a resposta completa. Nós aprendemos que o Ego reencarnado em cada um de nós já passou por incontáveis encarnações, cada uma apresentando as lições a serem aprendidas e a sabedoria a ser armazenada; Ele aprendeu as lições, armazenou os insights a serem aplicados nas encarnações futuras sempre que a personalidade permitir. Nós todos já alcançamos elevados graus de evolução no passado, mas devido aos problemas enfrentados em cada vida, podemos rememorar apenas uma fração do que aprendemos. Durante a encarnação nós somos o que podemos manifestar a um dado momento. Falando sobre a possibilidade de sermos perfeitos nos planos interiores, o Sr. Crosbie afirmou: Em um universo infinito, as possibilidades do ser são infinitas, e assim a afirmação de que somos perfeitos nos planos interiores apenas significa que o "interior" é mais perfeito que o "exterior", mas dizer isso não nos ajuda muito. É certo que, como Egos, com os poderes e a sabedoria adquiridos das experiências passadas, nós pareceríamos deuses às nossas limitações pessoais, mas as condições cármicas que produzimos sobre este plano físico nos proíbem de realizar ou expressar nossas natureza Egóicas. (Answers to Questions, p. 13)Mas para aqueles estudantes que estão verdadeiramente interessados na Teosofia e no Movimento Teosófico, há uma afirmação do Sr. Judge que é ao mesmo tempo provocativa e encorajadora. Ele diz: E dentre esta "tribo sagrada de heróis" deve haver outras almas filiadas. São aqueles que, embora habitando agora corpos e movimentando-se entre os homens, já passaram por muitas iniciações ocultas em vidas passadas, mas estão agora condenados, supostamente, à penitência de viver em circunstâncias e em corpos que os limitam e assim, por um tempo, os fazem esquecer do seu passado glorioso. Mas a sua influência é sempre sentida, mesmo quando eles mesmos não estão conscientes disso. Pela sua natureza interior ser de fato mais desenvolvida que a dos outros homens, eles influenciam outras natureza à noite ou nas horas do dia em que tudo é favorável. O fato de que esses adeptos escondidos não são conscientes agora do que realmente são tem a ver apenas com a sua memória do passado. Apesar de um homem não lembrar as suas iniciações, isso não significa que ele não as teve. Há inúmeros homens e mulheres vivendo agora que já passaram por certas iniciações nas suas vidas passadas sobre a terra, e que produzem efeitos em muitas direções desconhecidas para eles mesmos. Eles são, na verdade, velhos amigos da "tribo sagrada de heróis", e podem assim ser mais facilmente utilizados para espalhar as influências e a realizar os efeitos necessários à preservação da espiritualidade nesta era de trevas. (Artigo, "Cycles")Algumas das interessantes citações que fizemos aqui são do panfleto do Sr. Judge chamado Echoes from the Orient. Qualquer pessoa que queira saber mais o que a Teosofia tem a dizer sobre os Adeptos, Mestres, Mahatmas ou Nirmanakayas irá achar este panfleto não apenas altamente informativo, mas uma leitura verdadeiramente fascinante e inspiradora. Nós nunca estivemos sozinhos, e é sábio conhecer um pouco dos nossos "Irmãos mais Velhos." Outras fontes excelentes são o Ocean of Theosophy de William Q. Judge, Answers to Questions on the Ocean of Theosophy, de Robert Crosbie, o panfleto de H.P.Blavatsky, "Teachers and Disciples" e o panfleto de Judge, "Theosophical Adepts." QUESTÕES SOBRE O MÓDULO 3 1. Porque um ser é chamado "Mestre"? 2. Um Mestre é uma criação divina ou especial? explique. 3. Os Mestres punem, recompensam, perdoam pecados, respondem a preces ou esperam obediência cega? Dê as suas razões. 4. Os Mestres avisam que são Mestres? Por favor explique. 5. Se Eles têm tanto poder ou sabedoria, por que não fazem algo a respeito das condições do mundo? Dê suas razões. 6. Se Eles trazem as grandes verdades sobre o mundo por tantas eras, por que existem tantas religiões? Explique. 7. Nós podemos contar com um Mestre para vir ajeitar as coisas para nós? Dê os motivos para a sua resposta. 8. Pode uma pessoa comum, não um discípulo aceito, receber alguma ajuda do Grupo de Mestres? Explique suas razões. 9. Por que o conhecimento e a fé nos mestres é importante? Explique. __________________ Tradução: Marcelo Pagliarussi (marcelo@nit.ufscar.br)
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